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Atletico MG: saiba tudo sobre o time e os prêmios

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Com certeza, um dos maiores e mais amados times do Brasil é o Clube do Atlético Mineiro, que foi fundado em 25 de março de 1908 por um grupo de jovens mineiros em Belo Horizonte, capital do estado em que reside o time. Em seus 113 anos de história, o time já passou por derrotas desestruturantes, conquistas inesquecíveis, vitórias raçudas e até títulos internacionais. 

Com elencos inesquecíveis, o Galo, como é popularmente conhecido entre seus torcedores e entusiastas, conseguiu construir suas marcas na história do futebol brasileiro e sul americano. Desde sua ida à Europa, onde recebeu o título de Campeão do Gelo, até sua chegada no Mundial de Clubes, o time carrega um valor inconfundível na narrativa épica dos grandes clubes brasileiros. Não só jogam com muita raça e amor, como é dito no hino do time, bem como trabalharam duro os jogadores que marcaram a história do clube. 

Das históricas bolas agarradas por Taffarel às defesas inacreditáveis de “São Victor” , o time se caracteriza por ser um dos maiores triunfadores no estado de Minas Gerais em seu campeonato regional. Ganhou o Brasil na Copa do Brasil e na Copa dos Campeões Brasileiros. Levou seus torcedores à loucura ao vencer sua primeira e única Libertadores da América. Cativou o Brasil inteiro, mesmo aqueles que não torciam para o time, como alguns torcedores dos rivais Cruzeiro e América Mineiro, ao ganhar a Recopa Sul-Americana e seus dois títulos da Conmebol.

Sendo um time tão importante, é mais do que certo que existem muitos detalhes a serem falados sobre seus títulos, melhores elencos, momentos históricos e outros assuntos. Desde o time vencedor da edição de 2013 da Libertadores, com Ronaldinho Gaúcho e Victor, até os tempos antigos do clube, com o assombroso Trio Maldito, com Jairo, Said e o experiente Mário Castro  no ataque . Por isso, confira aqui alguns dos principais pontos que marcam a história do Alvinegro mais amado de Minas Gerais.

História do Atlético Mineiro

Ao ser fundado em março de 1908, o time hoje conhecido como Clube Atlético Mineiro, na época recebeu o nome parte brasileiro, parte estrangeiro Atlético Mineiro Foot Ball Club. Na época, o futebol era um esporte jogado principalmente pela elite, estudantes ou pessoas que podiam pagar para estar em clubes com campos de futebol. Então, um grupo de estudantes de Belo Horizonte decidiu criar o clube para poderem disputar partidas com outros times. 

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O primeiro adversário oficial do clube foi o Sport Club Futebol, quase um ano após o nascimento do time alvinegro. No dia 21 de março de 1909, a vitória por 3×0 foi do Galo. Isso gerou muita animação para que o time desse sequência a suas campanhas como equipe com entusiasmo. Cinco anos após essa partida, o clube passou a se chamar Clube Atlético Mineiro, dando um ar abrasileirado a como se chamava anteriormente.

Após isso, a primeira vez que o time ganhou um campeonato veio à tona, com sua vitória no Campeonato Taça Bueno Brandão e, dois anos após, foi vitorioso no primeiro campeonato estadual. A partir daí, as competições feitas no estado passaram a ser coordenadas por um grupo que, posteriormente, se transformou na Federação Mineira de Futebol. Dessa forma,as partidas de futebol de Minas Gerais  ficaram mais organizadas, tanto para os times, quanto para os demais envolvidos. 

(1915-1925) Uma década de tormentos

Para a infelicidade dos torcedores do time do Galo, seu maior rival, o América Mineiro venceu dez vezes as edições seguintes do Campeonato Estadual. Mas, graças ao time que contava em seu elenco um dos integrantes do Trio Maldito, Mário Castro, em 1926 o time voltou com todo vapor e levou o troféu de melhor de MG. No ano seguinte, em 1927, Said e Jairo fecharam o cerco no ataque e formaram o mencionado Trio Maldito, trazendo triunfos que marcam até hoje a memória dos atleticanos, como, por exemplo, a vitória internacional sobre o time de Portugal, o vitória de Setubal. Foram três gols emplacados com sucesso no famoso Estádio Presidente Antônio Carlos, que, posteriormente, se tornou a casa dos alvinegros.

(1933) O ano da profissionalização

Duplamente campeão consecutivo do campeonato estadual(1931-1932), o Atlético, no ano seguinte, se tornou um time profissional. E isso foi um passo muito bem dado para o clube, pois isso possibilitou a participação em competições a nível interestadual, como a Copa dos Campeões Estaduais. E na primeira edição em que o Atlético participou foi bem sucedido, tendo seu elenco ocupando o primeiro lugar no pódio nacional.

Na disputa estavam Fluminense, Portuguesa, Rio Branco e Atlético. Todos times do sudeste brasileiro. Na final, para alegria dos Alvinegros, o Atlético marcou cinco gols e levou a vitória sobre o Rio Branco (ES). Nos dois anos seguintes, o triunfo foi forjando o time como o melhor de seu estado, o que fez com que entrasse na década de 40 com o respeito de seus rivais e, muitas vezes, até o temor. Mas, ainda que a maior rivalidade do estado ocorresse entre América Mineiro e Atlético Mineiro, um novo desafiante apareceu na época, o Cruzeiro. Todavia, o Galo foi considerado um dominador. Venceu 5 edições do campeonato mineiro até chegar a década de 50. 

(1950) Tour Alvinegro pela Europa

Então, a metade do século XX. O time já estava bem conceituado no Brasil inteiro e, por acaso,  a comissão alemã de futebol veio até o país para buscar times talentosos o suficiente para disputarem jogos entre equipes da Alemanha. Devido a uma série de problemas gerados pela Segunda Grande Guerra Mundial que aconteciam na época, times de outros estados negaram a solicitação para a participação desses amistosos, uma vez que a Alemanha Ocidental estava tomada pela ideologia que mais causava aversão no mundo, o Nazismo.  Por isso, o único grande clube brasileiro que aceitou o convite foi o maior vencedor da história de campeonatos em Minas Gerais, até então, o Atlético Mineiro.

Com uma recepção extremamente midiática, a equipe do Atlético foi recebida com uma certa cordialidade por ser a primeira equipe dos conceituados jogadores brasileiros a pisar em solo alemão. No dia 27 de outubro do ano, o time chegou em Frankfurt e de lá seguiu viagem para o local de sua primeira partida, a capital Munique. Lá a partida foi vencida contra a equipe do time 1860 Munchen, no primeiro dia de novembro, por 4 gols sobre 3 do time alemão.

Mesmo com o clima adverso ao que era comum para os brasileiros, os 35.000 espectadores entenderam o porquê do futebol do Brasil ser tão bem falado mundo afora . Após a primeira partida, venceram outra partida com 4 gols, mas dessa vez com um público menor em 15.000 pessoas, na cidade de Hamburgo. O time derrotado foi o Hamburger SV. Como nem só de vitórias vive um time, o Atlético viajou para Bremen e perdeu a partida para o Werder por 3 gols a 1.

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O time estava se recuperando, já que a partida anterior havia acontecido um dia antes. Após sete dias de descanso merecidos pelo elenco brasileiro, seguiram viagem para Gelsenkirchen, a casa do Schalke 04. Ali, o retorno triunfal dos brasileiros veio a tona, com uma vitória de 3 gols contra um do time alemão, no dia 12 de novembro. 

Após o tour pela  Alemanha, o Atlético seguiu para a capital da Áustria para disputar uma partida contra o que seria o melhor time do país. O infeliz resultado para os tupiniquins foi de 3 gols a 0. Vitória do time da casa, Rapid Wien. Esse jogo teve muitas polêmicas em torno dele, como gols duvidosos que favoreciam a equipe austríaca.Após isso o time jogou mais quatro jogos, sendo 2 deles vencidos: um contra  Saarlands (Liga Francesa), por 2×0; e outro contra Anderlecht, da Bélgica por 2×1. 

Fim da experiência europeia 

Então os mineiros voltam para Alemanha e empatam, pela primeira vez. Foi um 3 a 3 entre  Eintracht Braunschweig e Clube Atlético Mineiro. No jogo seguinte, em que a bola rolou em Luxemburgo, houve um empate com placares coincidentes aos do jogo anterior do Galo, 3 a 3. O time Union precisou contar com partes do elenco de outros times nacionais. Por fim, o último jogo aconteceu na cidade das luzes, Paris.O jogo foi disputado com o Stade, da França.

A vitória sobre o time da casa ficou marcada na memória de quatro mil torcedores. O Atlético saiu vitorioso com dois gols sobre um do adversário, mas a custo de um preço alto. Dois jogadores, Kafunga e Barbatana, tiveram problemas com o dia extremamente frio que fazia durante a partida. 

Campeões do Gelo

Devido a algumas desavenças entre o clube mineiro e um time do campeonato alemão, as passagens de volta para o Brasil não foram disponibilizadas pelos organizadores. Foi necessário uma prestação de ajuda do Governo de MG com o valor das passagens de retorno da equipe para solo nacional.  Quando chegaram, foram extremamente ovacionados e homenageados em torno de todo país, se tornando um símbolo nacional do futebol com o título de Campeões do Gelo.

(1951-1960) Estádio Independência, um novo lar para o Galo

Após a volta da Europa, a euforia da nação com futebol, que havia ficado pequena após o trágico Maracanazo, voltou a existir. As conquistas do time mineiro foram vistas como conquistas nacionais, e com isso vieram as disputas seguintes da equipe. Essas foram vitórias em sequência do campeonato estadual, de 52 a 56. E também a participação da primeira vez em que aconteceu a Taça Brasil. Não venceram, mas tiveram um bom desempenho até a terceira rodada.

(1962-1970) Atlético Mineiro se enraíza no Mineirão

Na década de 1960, o Atlético foi campeão estadual duas vezes, em 1962 e 1963. Em 1965 o clube estava firmando raízes em um novíssimo estádio, onde permanece até hoje como sua residência, o Mineirão. Após essas datas, o time entrou em jejum de pódios estaduais, até que em 70 Telê Santana entrou no elenco técnico do time, como treinador e revolucionou o futebol mineiro.Em 71, no ano seguinte, finalmente conquistou um campeonato brasileiro com êxito, que estreou no mundo do futebol naquele ano. Essa vitória precursora deu espaço ao time para sua primeira copa Libertadores da América, onde não conseguiu passar da primeira fase.

(1976-1990)

O técnico Barbatana, anteriormente jogador, trouxe ao time um retorno triunfal sobre seus adversários em 76 após um jejum de 4 anos. Somou para as vitórias do clube mais um Campeonato Mineiro e garantiu o terceiro lugar no Brasileiro. Nessa época, muitos jogadores como Reinaldo e Éder compuseram o elenco do time, surtindo muitos efeitos positivos para o clube e para a seleção brasileira, também.

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A equipe composta por jogadores formados, principalmente, nas bases Alvinegras, somou para o clube 6 anos consecutivos de premiações no estado de Minas Gerais e boas pontuações na primeira série do Brasileirão. Pouco tempo depois, em 78, o time foi semifinalista na Libertadores e vencedor da Copa dos Campeões, que era uma espécie de torneio entre os ganhadores das edições passadas. O Galo ganhou do São Paulo nos pênaltis, o que foi uma espécie de retorno dado pelo time mineiro após o último confronto entre os dois times em uma final, onde o time paulista saiu vitorioso.

Em 1980, mesmo com o time altamente capacitado, eles só conseguiram sair vitoriosos em torneios amistosos internacionais, um em Paris e outro em Amsterdã. Nos anos de 83,85,86 e 87, o time teve estatísticas incríveis no Brasileirão, mas não teve êxito em nenhuma dessas edições.  

Os campeonatos mineiros de 85 a 89, tirando o ano de 87 foram do Galo, tornando-o uma das equipes mais conceituadas no meio futebolistico brasileiro. Mas, apesar disso, o fantasma das oitavas de finais assombrou o time por muitas edições. Isso porque, apesar de ótimos resultados, conseguiu finalizar poucas participações com vitórias em 1º lugar.

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(1991-2009)

Os anos 90 começaram com um marco na história do Atlético Mineiro, onde em 92 o time conquistou seu primeiro título da copa CONMEBOL, quando vendeu o Olímpia (Paraguai). Isso deu acesso à participação para Copa de Oro (edição de 93) . Foi triunfante até ás finais, quando perdeu para os argentinos do Boca Júnior.  Após a classificação via quarta colocação do Brasileirão, o time foi em direção à sua segunda participação no torneio da CONMEBOL. Mas, para a infelicidade dos torcedores, o time teve sua derrota declarada no jogo de volta contra o Rosario Central, time da Argentina. 

Diferente de todas as competições internacionais anteriores, o Atlético foi selecionado para uma seleção entre os antigos vencedores da Copa CONMEBOL para disputar qual era o melhor entre eles.  Em Cuiabá, no ano de 96, o time chegou até as finais, mas perdeu para o São Paulo

O ano de 97 ficou marcado pelo bordão “vai que é sua, Taffarel”. O conceituado goleiro participou do time e, defendendo o gol majestosamente, conquistou a Copa CONMEBOL do ano. Esse foi o segundo troféu do clube dentro da competição. Isso trouxe muita vibração aos torcedores e credibilidade ao time, que em 99 fez uma campanha memorável no Campeonato Mineiro. Na época, o time conseguiu chegar até a final do Brasileiro, mas acabou sendo derrotado pelo Corinthians. Mas, diferente dos campos, a seção administrativa estava a esmos. O clube, devido a uma má gestão, se tornou um dos times com mais dívidas do país.

Lista de títulos seguintes e momentos marcantes:

(2000) – Vitória do Campeonato Mineiro

(2005)- Com um péssimo desempenho, o time foi rebaixado para a série B do Brasileirão.

(2006) – Campeão da série B

(2007) – Retorno para série A do Brasileirão e título Mineiro

(2008) –  Mudança de Presidente do Clube. Agora, Alexandre Kalil passou a ocupar o posto.

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(2010-2020)

Após conturbados anos, como foram os anos 2000 para o Clube, o time voltava a ter seus triunfos aos poucos. Em 2010 completou sua quadragésima vitória estadual. Com a entrada do técnico Cuca, o time deixava para trás a má fase e também mudava de estádio, sendo o bom filho que tornou à casa. Voltou para o Independência, uma vez que o Mineirão estava sendo reformado. Ali, venceu mais um Campeonato Mineiro. Dessa vez cumprindo a incrível marca de não perder nenhum jogo na edição de 2012. 

Então algo de marcante aconteceu ao clube. Ronaldinho foi revelado como novo atacante. Isso fez o time ser extremamente ovacionado pela mídia, afinal, um dos grandes craques da história do futebol nacional estavam passando a integrar o elenco que, por sinal, recebeu o prêmio de segundo lugar do Brasileirão. Isso propiciou e muito, somando às contratações de Jô, Tardelli e Gilberto, nas vitórias da Libertadores  e do Campeonato Mineiro de 2013.

O Galo chegou a participar da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, mas foi mal sucedido e retornou ao Brasil trazendo apenas o terceiro lugar e a memória de ter sido o único clube mineiro a chegar tão longe, já que atingiu um campeonato de nível global. Apesar disso, a Recopa de 2014 foi comemorada pelos atleticanos. O time conquistou mais esse título em sua ótima fase, sob o comando de Levir Culpi.

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Momentos importantes

(2014) Primeiro título da Copa do Brasil, vencido em uma final contra o seu grande rival, o Cruzeiro.

(2015) Vitória do Campeonato Mineiro e vice campeão do Brasileiro.

(2017) 44º título estadual ( Campeonato Mineiro)

(2020) 45º título estadual ( Campeonato Mineiro)

Ídolos

Dadá Maravilha

Com certeza, esse foi o jogador mais memorável que já passou pelo clube mineiro. Tinha um bordão que sempre emplacava em entrevistas ou partidas que era “não existe gol feio, feio é não fazer gol”. O grande atacante e centroavante de origem carioca esteve presente nas equipes que somaram ao time um campeonato brasileiro (1971) , onde marcou o gol vitorioso.  E também dois campeonatos mineiros (70 e 78). Por seu destaque inconfundível jogando pelo Galo, marcando um total de quinze gols em campanhas nacionais, esse jogador foi convocado para integrar a seleção brasileira. Se tornou o quarto maior goleador da história do Brasil na Copa do Mundo, com 926 gols marcados.

Reinaldo

Com 475 partidas e 255 gols marcados, esse foi o maior artilheiro da história do clube de Belo Horizonte.  Reinaldo esteve no Atlético Mineiro entre 73 e 85, período em que presenciou sete campeonatos estaduais sendo conquistados, bem como foi convocado pela CBF para ser atacante da Seleção Brasileira em 78, a Copa da Argentina. 

Ronaldinho Gaúcho

Sendo uma das maiores referências em estilo de jogo, drible, habilidade técnica e dinâmica Ronaldinho, o bruxo, como é carinhosamente chamado por seus fãs por “fazer magia com seus pés”, foi declarado o melhor jogador do mundo pela Fifa duas vezes.  Fora o campeonato Mundial de 2002, em que ele, juntamente a outras lendas do futebol brasileiro, como Ronaldo Fenômeno, ganharam o título para a seleção brasileira.

Não sendo bastante, Ronaldinho chegou em um dos maiores e mais respeitados times do Brasil em 2012, o Atlético Mineiro. No início, por ele estar chegando ao fim de sua carreira como jogador, houveram muitas suspeitas sobre seu desempenho e se ele conseguiria entregar ao time algo equivalente a sua folha de pagamento e ao peso de seu nome. 

Mas, ele ficou por 2 anos jogando no clube e fez uma marca de vinte e sete gols, sendo que alguns desses gols contribuíram para que o time quebrasse seu jejum de idas à Libertadores, competição a qual venceu em 2013. Esse foi o primeiro e único título da Libertadores do time. Ronaldinho deixou o time como um grande herói Alvinegro.

Leonardo Silva 

Esse zagueiro ganhou sua fama entre os atleticanos há não muito tempo. Ele compôs o elenco do time no início da década de 2010 e foi o responsável por um dos gols que levaram o clube a sua primeira vitória na LIbertadores da América. Ainda que não tenha tido tantos holofotes, esse é um dos jogadores mais especiais da história do time por sua posição e diferencial, quando o assunto é ser um marcador de gols. Graças a muitas de suas contribuições, os troféus da Copa do Brasil e também da Recopa Sul-Americana de 2014 são expostos pelo Galo com muito orgulho.

Éder Aleixo

Famoso por ser divisor de águas nas cobranças de falta. Possuía um chute firme, que geralmente era muito bem usado para emplacar gols com bolas paradas. Por esse motivo e seus outros atributos que o fizeram ficar conhecido como “diferenciado”, o jogador foi selecionado para compor a seleção nacional muitas vezes. Agregou, junto ao elenco, 5 estaduais para a conta do clube e uma segunda colocação do Campeonato Brasileiro, em 80.

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Taffarel

Um dos mais conhecidos goleiros da história  jogou pelo time mineiro. De 95 a 98, seu contrato foi o mais caro da época na categoria dos defensores do gol, num valor de 1,3 milhões de reais pagos ao time italiano de Parma. Depois de defender o time nas vitórias do Mineirão e a Copa Conmebol, ele retornou para a Europa. Sua trajetória, mesmo que breve, marcou muito a memória dos torcedores alvinegros.

Victor

Um dos maiores e mais importantes nomes da história do Alvinegro, “São” Victor, como é carinhosamente chamado pelos torcedores, esteve no clube entre 2012 e início de 2021. Defendeu os gols do clube por mais de 400  partidas, sendo algumas delas a memorável quarta de final  contra o Tijuana, na Libertadores da América No segundo minuto de acréscimo final, o time mexicano cobraria uma pênalti que, se fosse marcado, tiraria a vaga do time mineiro da competição. Graças a sua defesa inesquecível de pé, o time se manteve na competição e ganhou o título de campeão da Libertadores. Com isso, ganhou acesso para o mundial de clubes, mas, infelizmente, não foi possível trazer o troféu para Belo Horizonte.

Toninho Cerezo

Um jogador de porte, Toninho foi um dos melhores volantes do time. Possuia a incrível capacidade de direcionar a bola para um lugar propício ao gol.Jogador da seleção brasileira em 82, na Copa do Mundo, ele se manteve no galo por 11 anos, fechando sua contribuição com o time em 82, o ano em que vestiu a camisa canarinha no torneio global.

Curiosidades

Assim como todo grande time, o Atlético Mineiro carrega em sua essência uma história rica em pontos pouco explorados por aqueles torcedores que não buscam ir a fundo no que se pode aprender com 113 anos de futebol. Muito se deixa para trás ou passa-se despercebido. Mas existem algumas dúvidas e curiosidades que são cruciais de se saber para poder se declarar um atleticano de raiz. Por isso, aqui estão algumas dúvidas e fatos curiosos sobre o Atlético Mineiro que todo torcedor deveria saber.

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O primeiro jogador fora do eixo Rio de Janeiro – São Paulo a ser convocado para a seleção foi do Galo

Não se sabe ao certo o porquê de ter funcionado assim por um tempo. Mas o primeiro jogador a ser convocado para a seleção que não jogava nem no Rio e nem em São Paulo, saiu do Galo. No ano de 30, Mário de Castro, que era considerado um grande goleador pelo time (195 gols), foi chamado para compor a equipe da seleção. Isso foi o início de uma nova era em convocações, uma vez que quebrou o paradigma de seletividade da comitiva que escolhia os jogadores para representar o Brasil na Copa do Mundo.

Um jogador sem pagamento

Caryle, o ídolo atleticano tinha em sua trajetória, pela década de 40, muitas contribuições para o time. Mas, mesmo sendo um dos mais memoráveis por sua qualidade em futebol, ele marca a história do clube por nunca ter cobrado nenhuma quantia sequer por jogar. Isso porque ele vinha de origem abastada e jogava por prazer. 

2×1 sobre a seleção 

O Brasil venceu a copa do Mundo no México, em 70. Todos os jogadores eram extremamente ovacionados por seu futebol versátil que surpreendeu não só a nação, mas como também agitou o mundo inteiro. Pelé, que estava no elenco, foi um dos focos da competição, já que na época já era uma das maiores referência do esporte. Mas, surpreendentemente, numa partida amistosa entre o Atlético Mineiro e a seleção brasileira de 70, quem levou a melhor foi o time mineiro. Placar final? 2×1.

De joelhos pela vitória

Telê Santana, o técnico campeão do Brasileiro de 71 pelo Galo, disse que se caso fosse campeão, andaria da capital até Piras. Isso contabilizou um total de setenta quilômetros. Ele cumpriu parte do que disse. Fez isso por 20 KM e em seguida pediu carona a Felício Brandi, que presidia o rival Cruzeiro. Mas, após a pequena ajuda, seguiu o restante do caminho a pé, em uma caminhada. Esse é um dos fatos mais marcantes da história do futebol mineiro envolvendo um técnico. A carona dada pelo presidente do time adversário ainda é motivo de piada interna entre os torcedores do Galo.

Dia de São Victor 

Nada como relembrar um dos episódios mais importantes da história do clube e da carreira do goleiro Victor. Ao defender um pênalti aos 48 do segundo tempo em uma partida da Copa Libertadores da América, Victor garantiu ao Atlético Mineiro sua continuação no campeonato que, posteriormente, foi vencido pelo time. Isso trouxe muito prestígio ao jogador. Não só pelas habilidades demonstradas em campo, mas também porque aquela foi a primeira e única taça da Libertadores que o time mineiro conquistou. E como é dito pelos torcedores Alvinegros, aquele foi o dia em que o goleiro fez milagres. Por isso é dado ao dia 30 de maio de 2013, o nome de “Dia de São Victor”.

Leia também: Libertadores: o que é, times, jogadores mais famosos, jogos marcantes

Arena MRV

Depois de ter passado por três casas diferentes, o Atlético Mineiro é o mais novo residente da Arena MRV, que ainda está em construção. Com o custo que gira em torno dos 500 milhões, o estádio ficará no Bairro Califórnia, em Belo Horizonte. Ali serão sedeados jogos para 46.000 espectadores presenciais e servirá para shows, eventos e quaisquer outras formas de manifestação artísticas ou religiosas. Com uma arquitetura moderna, o local conterá área de alimentação e lojas . Ali será um lugar que empregará muitas pessoas e contribuirá não somente com o futebol, mas como também com a sociedade, de forma geral.

Por que o mascote do Atlético Mineiro é o galo?

Logo no início da década de 30 nasceu o mascote do time. Criado por Fernando Pierucetti, o time ganhava um galo como mascote. Quando questionado sobre o porquê do animal, o desenhista disse que era porque o Atlético era como um galo de briga que lutava até a morte, sem nunca desistir. Uma vez que foi aceito pelos torcedores, esse seguiu sendo os mascote até os dias atuais, passando por 3 releituras: 1950, 1976 e 2005.

Leia também: Atlético Paranaense: Time, história e principais jogadores

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