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Santos: principais jogadores e história do time

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Encerrando a sequência de postagens sobre os grandes times do estado de São Paulo, agora é a vez do Santos Futebol Clube.

O clube localizado no litoral paulista é aclamado por sua história centenária e o impacto causado no futebol ao longo destes 109 anos de vida.

Qualquer selecionado que tivesse grandes jogadores seria respeitado e temido em qualquer situação. E quando falamos do time onde jogou o maior atleta de todos os tempos? Este é o Santos de Pelé!

Hoje, vamos contar um pouco mais da linda história deste clube, seus principais títulos, grandes jogadores, a influência que o time dos anos 1960 e 1970 exerce até hoje no futebol, os títulos mundiais pela Seleção e pelo Santos que fizeram o futebol brasileiro ser reconhecido, etc.

É tanta história para contar que nada pode ser esquecido. Agora, quem dá bola é o Santos!

História do Santos Futebol Clube

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O futebol ainda era um esporte incipiente, no qual era jogado pela elite paulistana que tinha acesso aos materiais que foram trazidos por Charles Miller lá em 1894, voltando da Inglaterra e desembarcando no Porto de Santos para trabalhar na São Paulo Railway.

Como sabemos, o jogo foi ganhando forma e adeptos para que no ano seguinte, em 1895, acontecesse a primeira partida de futebol no Brasil no bairro do Brás.

Sete anos depois, aconteceu o primeiro campeonato paulista em que somente os times da capital disputaram as primeiras edições. O grande campeão da época era o Paulistano, com forte rivalidade com o Mackenzie, o Germânica e o Floresta.

Faltava representatividade fora da capital e o campeonato era basicamente restrito, até por conta das limitações logísticas da época. 

Somente existia o caminho para o mar e para o interior do estado por vias ferroviárias com viagens bem demoradas e exaustivas.

A solução era fomentar o futebol localmente e torná-lo forte para encarar os grandes adversários da época: os times da capital do estado.

Foi neste cenário que três esportistas tiveram a ideia de fundar um clube na cidade litorânea para bater de frente com as forças da capital e ter representatividade fora daquele eixo.

São eles:

  • Francisco Raymundo Marques;
  • Mário Ferraz de Campos;
  • Argemiro de Souza Júnior.
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Estes senhores tiveram a iniciativa de convocar uma assembleia dentro das dependências do Clube Concórdia na antiga Rua do Rosário, 18 (atual Rua João Pessoa, 10).

A convocação realizada pelos desportistas abrangia a todos os interessados em fundar um clube única e exclusivamente para a prática do futebol. Estiveram presentes nesta Assembleia cerca de 39 pessoas.

E com esses sócios-fundadores, a fundação aconteceu na tarde do domingo do dia 14 de abril de 1912. Era o prenúncio dos dias de glórias que viriam tempos depois.

Após a fundação, havia a dúvida sobre qual nome daria vida ao novo clube, aparecendo os mais sugestivos nomes, como Brasil Atlético, o Euterpe e o próprio Concórdia.

Escolha do nome e das cores do Santos

Diante do impasse, o sócio fundador Edmundo Jorge de Araújo sugere o nome que seria escolhido e tem como significado a representatividade da cidade do litoral de São Paulo: Santos Foot-Ball Club.

Aprovado por unanimidade, os próximos passos seriam a escolha das cores, do escudo e hino do novo clube. As primeiras cores escolhidas foram o azul e branco, com fios dourados entre as cores.

Somente no ano seguinte, diante da dificuldade de confeccionar um uniforme com essas cores, no dia 31 de março de 1913 as cores foram alteradas para preto e branco, como conhecemos atualmente pela sugestão de Paulo Peluccio.

Estádio da Vila Belmiro

Os primeiros jogos oficiais do Santos eram realizados no terreno onde hoje está construída a Igreja Coração de Maria, na movimentada Avenida Ana Costa. Enquanto isso, os treinos eram realizados em um campo na região do Macuco.

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Desde os primórdios, o objetivo estava em construir um estádio para que o clube pudesse mandar suas partidas. Somente em 1915 as pesquisas para o terreno onde seria erguido a casa santista ganharam força, mobilizando todos os sócios.

Um ano depois, foi encontrado o terreno ideal no bairro da Vila Belmiro. Com mais de 16 mil metros quadrados, foi submetido a sua compra aos sócios fundadores, sendo aprovado pela assembleia no dia 31 de maio de 1916. Quinze dias depois, a compra foi efetivamente concluída.

Entre a conclusão e a compra e a inauguração do seu próprio estádio foram apenas quatro meses. Em 12 de Outubro do mesmo ano, a casa santista seria inaugurada com pompa e circunstância.

A primeira partida no novo estádio foi realizada somente 10 dias depois da sua abertura. O jogo foi contra o time do Ypiranga pelo Campeonato Paulista, em que o time da casa venceu por 2 a 1. O primeiro gol da história foi marcado por Adolpho Milton Júnior.

Diversas reformas foram executadas no estádio, sendo a instalação e atualização do sistema de iluminação, reformas do gramado e adequação aos padrões da FIFA.

Em 1933, como forma de homenagem ao patrono do clube, recebeu o nome que o acompanha até os dias atuais: Estádio Urbano Caldeira.

A capacidade atual é de 21.732 torcedores, mas por questões de segurança pode receber até 16.068 pessoas. O recorde de público do Urbano Caldeira foi registrado no Campeonato Paulista de 1964, no clássico contra o Corinthians com mais de 32 mil torcedores.

Atualmente, há uma discussão para a reforma mais profunda em toda a estrutura em parceria com a WTorre para transformar a Vila Belmiro em uma arena moderna e que possa receber apresentações e shows em Santos.

Em 2016, para celebrar o centenário do estádio, o time santista realizou uma amistoso contra o Benfica no empate de 1 a 1 com homenagens aos craques Giovanni e Léo.

Uniformes do Santos

Ao longo de seus mais de 100 anos, o Santos teve diversos modelos de uniformes. O primeiro modelo era feito de uma camisa branca com listras azuis e frisos dourados, calções e meias brancas.

O segundo modelo foi introduzido no ano seguinte com as novas cores: camisa listrada em preto e branco e com os calções brancos. 

Depois de 10 anos, uma nova mudança de uniforme: modelo totalmente branco com faixa preta na altura da cintura, repetido na época de ouro do clube, nos anos 60. Nos anos 40, as camisas tinham listras largas horizontais em preto e branco. Hoje, temos três modelos de uniformes:

  • Uniforme 1: Camisas brancas, calções brancos e meias brancas;
  • Uniforme 2: Camisas listradas em preto e branco, calções e meias pretas;
  • Uniforme 3: Camisas azuis, calções e meias azuis.

Escudo

No começo de sua história, os primeiros escudos foram todos desenhados de acordo com as novas cores do clube: o branco e o preto.

O primeiro modelo foi um globo terrestre com as listras verticais alternadas em preto e branco, com globo nas cores amarelas, na qual representava os continentes e uma bola de futebol. Dentro dela, continham as iniciais do Santos: SFBC.

Somente em 1925 o atual escudo é desenhado: com pontas arredondadas simétricas nas laterais e na parte superior. São onze listras pretas  e brancas que representam os jogadores. 

Há duas estrelas acima do escudo que representam os dois títulos mundiais conquistados em 1962 e 1963.

Bandeira e Mascote

Diferente dos escudos, somente uma bandeira foi criada pelos sócios fundadores nas cores branca e preto com base na seguinte frase: “O branco da paz e o preto da nobreza”.

O modelo existe é uma bandeira triangular no formato de uma flâmula com fundo branco e duas faixas pretas, sendo uma delas horizontal no centro e a faixa vertical no primeiro terço da bandeira, com o escudo no encontro delas.

Em relação ao mascote, o estatuto social definiu o mascote oficial a baleia. Inicialmente, era um peixe. Foram tentadas várias sugestões como marinheiros, golfinhos, peixeiro, pescador, entre outros. Mas o que está valendo em definitivo é a baleia.

Primeiros jogos do Santos

Vamos remontar ao início do Santos. Sabemos que sua fundação data de 14 de abril de 1912. O primeiro jogo treino do clube foi no dia 23 de junho do mesmo ano, dois meses após o nascimento.

Em um campo localizado no bairro do Macuco, o alvinegro venceu um combinado de jogadores do bairro chamado de Thereza Team pelo placar de 2 a 1.

O primeiro jogo oficial aconteceu apenas no dia 15 de setembro no campo da Avenida Ana Costa, onde hoje está a Igreja Coração de Maria. Enfrentando o homônimo Santos Athletic Club, formado necessariamente por ingleses, os brasileiros venceram a partida por 3 a 2.

O primeiro gol foi marcado pelo atacante Arnaldo Silveira e é considerado o primeiro gol da história do clube santista.

No ano de 1913, recebeu um convite da Liga Paulista de Futebol para disputar a edição do Paulista daquele ano. Após estrear e ser goleado pelo Germânia por 8 a 1 na estreia, o clube acabou desistindo de participar por conta dos altos custos de viagem e operacionais.

A sua única vitória no certame foi contra o seu rival Corinthians por 6 a 3, que também estava estreando no Paulistão. O primeiro título conquistado foi o Campeonato Santista de forma invicta.

O time retornou ao Campeonato Paulista em 1915, mas sob o nome de ‘União FC”. A causa dessa mudança foi uma determinação da Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA), que proibiu o Santos de jogar com o seu nome. O segundo título de sua história foi mais um Campeonato Santista, torneio amador da cidade.

Somente no ano seguinte, em 1916, o time retornou à disputa do Paulistão com o seu nome e foi especial pois foi a primeira a ser disputada no novo estádio.

Até chegar ao primeiro título, o Santos foi vice-campeão do Paulista por três anos consecutivos: 1927, 1928 e 1929. O maior destaque era a linha de ataque de Araken Patuska e Feitiço, dois dos melhores atacantes em atividade, que em 1927 formaram o ataque dos 100 gols.

Primeiros títulos

Somente em 1935 o grito de campeão pode sair dos pulmões dos torcedores santistas, ao vencer o rival Corinthians na casa do adversário por 2 a 0 com destaque para Patuska.

Depois deste título, o que houve foi uma seca de 20 anos e a relegação da imprensa paulistana para o papel de coadjuvante no futebol paulista. Somente no ano de 1955 o clube do litoral venceu na decisão o Taubaté por 2 a 1 sob o comando do técnico Luís Alonso Pérez, o Lula.

O tri campeonato foi conquistado no ano seguinte, em 1956. Em 1958, o alvinegro conquistou o quarto título estadual de sua história, o primeiro título com um menino descoberto pelo técnico Waldemar de Brito junto ao Noroeste, de Bauru.

Era um menino mirradinho, mas dono de um talento indiscutível com apenas 15 anos de idade. Se chamava Edson Arantes do Nascimento. Ou apenas Pelé.

Era somente o prenúncio do período mais vencedor da história do Santos Futebol Clube.

A Era Pelé

Aquele menino chegou um pouco assustado ao Santos, mas logo mostrou para o que veio. Impressionando todos os companheiros, se tornou peça fundamental do elenco santista.

O seu primeiro título na Vila foi o Paulistão de 1958. No mesmo ano, foi convocado para a sua primeira Copa do Mundo, na Suécia. Se tornou titular contra o País de Gales, e o final já sabemos de cor: O primeiro título mundial foi para o Brasil.

Ele volta ao Santos reconhecido como grande jogador e se encaixa em um elenco estelar e recheado de grandes jogadores.

O time titular encantou milhares de brasileiros e os apaixonados pelo mundo todo.

Estes jogadores se encaixaram feito luva em mãos. O resultado deste encaixe era visível e o resultado foi uma das décadas, senão a década mais vitoriosa, da história do futebol mundial.

Pelos cálculos oficiais, dos 46 títulos conquistados pelo clube da Vila Belmiro, 23 foram somente durante a Era Pelé.

A década de ouro tem início em 161, quando o clube conquista o campeonato paulista e a taça Brasil, equivalente ao atual Campeonato Brasileiro. Mas os próximos anos seriam totalmente inesquecíveis para a torcida.

Em 1962 e 1963, jogando o fino da bola, o clube santista conquistou os seus principais títulos de sua história.

A glória eterna se refletiu também nas milhares de excursões santistas ao redor do mundo para ganhar dinheiro e promover os seus atletas fora do mundo. Não era muito difícil conquistar essa relevância.

No espaço de sete anos desde sua chegada, o Santos já tinha conquistado o bi mundial, enquanto o Rei de Futebol já era bi campeão de seleções, em 1958 e 1962.

Outro caso muito famoso é a vez em que o Santos parou uma guerra. Em 1969, o time fez uma excursão para o Congo e Nigéria, na África. Os dois países estavam com guerras civis internas e com rios de sangue. A única possibilidade dentro do caos era somente o futebol jogado pelo Rei. E foi o que aconteceu.

Depois do período dourado, o Peixe se manteve relevante, contando com a participação de outros jogadores tricampeões mundiais em 1970, no México, mas teve destaque menor em títulos.

A Era de Ouro se encerra em 1974 quando Pelé jogou pela última vez com a camisa do Santos contra a Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista. Um momento de emoção única, assim como o 1000º gol no Maracanã contra o Vasco, em 1969.

Os números são impressionantes: além dos 23 títulos conquistados em 10 anos, aquele time lendário está marcado em todos os rankings históricos do Santos Futebol Clube.

Contribuição para a seleção do Brasil

Além de dar muitas alegrias para o torcedor santista, os jogadores do Santos serviram com orgulho a nossa seleção. Nos três primeiros títulos mundiais, foram 8 jogadores titulares cedidos, empatando com o Botafogo como o time que mais cedeu atletas para a seleção.

Como toda a era, um dia chegaria ao fim a Era de Ouro. A primeira aposentadoria do Rei foi o passo que faltava para realizar a mudança dentro do Santos.

Pelé foi jogar tempos depois no Cosmos, nos Estados Unidos, até 1977 quando efetivamente pendurou as chuteiras. Com a desmontagem do elenco estelar, o desafio era construir soluções diretamente na base para suprir as ausências e a saudade que estes jogadores causaram na torcida.

A primeira geração dos meninos da Vila

Nasce a primeira geração dos meninos da vila, adotados pela torcida e que já recompensam a aposta dos torcedores com o título paulista de 1978.

O resultado viria no título do Campeonato Paulista de 1978. E repetiria a dose em 1984, com gol de Serginho Chulapa, após chegar ao vice-campeonato do Brasileiro de 1983, perdendo a decisão para o estelar Flamengo, de Zico e cia.

O jejum de 18 anos

A partir da conquista do Paulista, o alvinegro praiano começa um jejum de 18 anos sem títulos de expressão. Mesmo com campanhas positivas e destacadas, o sonho de conquistar um título de expressão batia na trave.

Um momento em especial está na memória dos torcedores de forma negativa e polêmica. O Santos fez um excelente campeonato brasileiro de 1995, com direito a um milagre no segundo jogo das semifinais contra o Fluminense no Pacaembu.

Depois de perder por 4 a 1 o jogo de ida, o Santos venceu por 5 a 2 com atuação primorosa de Giovanni.

Na final, depois de muita polêmica com a arbitragem de Márcio Rezende de Freitas, que validou um gol ilegal do Botafogo e anulou um gol legal do Santos, o time paulista ficou com o vice-campeonato.

Em 1997, o clube conquistou o Torneio Rio-São Paulo e a Copa Conmebol de 1998, mas não era suficiente para tirar a zica. A situação só mudaria na virada do século XXI.

O fim do jejum e a mudança de status

Somente em 2002, o Santos mudaria de patamar e acabaria com o jejum de 18 anos. Com um time de meninos, formando a segunda geração dos meninos da vila, surpreenderam ao eliminar o então favorito São Paulo dentro do Morumbi com a pior campanha entre os classificados.

Eliminou o Grêmio nas semifinais e encarou o Clássico contra o Corinthians, vencendo os dois jogos e conquistando o Brasileiro, feito repetido em 2004 com a maestria do menino da Vila Robinho e comando de Luxemburgo.

Nos anos seguintes, o clube conquistou dois títulos paulistas e voltou a estar em destaque no futebol paulista e do mundo.

Uma nova mudança de status chegaria no começo da década de 2010 com uma nova leva de meninos da Vila.

A geração de Neymar

Sua estreia foi em 2009, sendo vice-campeão paulista contra o Corinthians de Ronaldo. Mas o que viria nos anos seguintes seria o ápice da nova geração.

Liderados por Neymar, Paulo Henrique Ganso, Wesley e no ataque o jovem André, o time do litoral encantava pela facilidade e por atropelar todos os adversários com uma facilidade assustadora.

Em 2010, ao conquistar a Copa do Brasil, aplicou a segunda maior goleada da história da competição: 10 a 1 contra o Naviraiense.

No mesmo ano, conquistaria o primeiro dos seus três títulos paulistas consecutivos sob o comando de Dorival Júnior.

2011 começaria com a chegada de Muricy Ramalho que leva o Santos a conquistar a América depois de 48 anos de jejum. A festa foi em casa contra o Peñarol, do Uruguai. Conquistou o bi campeonato paulista contra o maior rival, o Corinthians.

No fim de 2011, viajou ao Japão para disputar o Mundial de Clubes, perdendo por 4 a 0 para o Barcelona naquela que é considerada a melhor partida da geração de Messi e Guardiola.

O Santos voltaria a conquistar mais alguns títulos paulistas, mas com campanhas pouco expressivas em torneios nacionais e internacionais.

A situação mudaria em 2019 com o vice-campeonato do Brasileirão e o vice da Libertadores em 2020 perdendo a final brasileira contra o Palmeiras no Maracanã.

Torcida do Santos

Com forte presença de torcedores no Estado de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, a torcida santista é a sétima maior do país com 3,4% dos torcedores, segundo pesquisa da Pluri Stochos.

Já teve a segunda maior torcida do país nos anos 60, demonstrando sua força com um dos maiores públicos da história do Maracanã na final do Mundial de 1963 contra o Milan, com mais de 132 mil espectadores.

As principais torcidas organizadas do Santos são:

  • Torcida Jovem;
  • Torcida Jovem New York;
  • Força Jovem;
  • Sangue Jovem.

Rivalidades

No geral, as maiores rivalidades são com o Trio de Ferro da capital: Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Há também uma rivalidade histórica com o Botafogo, principalmente durante os anos em que Pelé e Garrincha estiveram em campo nos anos 60 e 70.

Clássico Alvinegro

O principal adversário do Santos historicamente é o Corinthians, ao qual protagonizou momentos inesquecíveis. Um dos clássicos mais antigos do Brasil, é marcado pelos grandes tabus dos dois lados.

Nos anos 1960, foram 11 anos de tabus em Campeonatos Paulistas (entre 1957 e 1968) e  vitórias incontestáveis de Pelé e sua trupe contra o alvinegro da capital. Não à toa, o timão é a maior vítima de Pelé, com 50 gols em 40 jogos.

Já o Santos ficou 7 anos sem vencer o arquirrival da capital paulista. No confronto direto, o Santos tem mais vitórias do que o Corinthians.

Clássico da Saudade

Rivalidade reforçada nos últimos anos, o clássico contra o Palmeiras sempre foi marcado pelo equilíbrio e por partidas históricas. Uma delas é o Santos 7 x Palmeiras 6 em 1958 em um dos jogos mais memoráveis da história do Campeonato Paulista.

Durante os anos 1960 e 1970, somente um time conseguia bater de frente com o timaço de Pelé e cia: Era a primeira academia do Palmeiras de Ademir da Guia. 

Historicamente, os dois times disputaram cinco títulos, com o time de Palestra Itália vencendo quatro decisões e o Santos levando o Campeonato Paulista de 2015.

San-São

Apelidado por Tomás Manzoni, da Gazeta Esportiva, o clássico entre Santos e São Paulo já disputaram grandes jogos e finais, como o Paulista de 2000, vencido pelo São Paulo, o Brasileiro de 2002 vencido pelo Santos, Copa do Brasil em 2015 e outros jogos eliminatórios.

Uma característica em comum é o fato de Serginho Chulapa ter marcado história nos dois clubes. Ele é o maior artilheiro da história do São Paulo e é um grande ídolo santista, trabalhando como auxiliar técnico permanente.

Outros times com os quais o Santos possui forte rivalidade é o Peñarol, do Uruguai, em que disputou duas finais de Libertadores, ambas vencidas pelo time brasileiro. É o time internacional no qual o alvinegro mais enfrentou: são 22 confrontos no retrospecto geral, com 10 vitórias, 5 empates e 7 derrotas.

Outra rivalidade é com o Boca Juniors, que venceu em La Bombonera a Libertadores de 1963, foi vice-campeão em 2003 para os argentinos e ganhou a semifinal da última Libertadores em casa por 3 a 0. 

Em competições oficiais, são 8 jogos com 4 vitórias santistas, 3 derrotas e um empate.

O Santos Futebol Clube tem uma história maravilhosa e histórica no futebol brasileiro e mundial, o que é um motivo de muito orgulho para todos nós. 

Em período de reconstrução financeira, o clube busca vencer suas próprias limitações e trazer mais alegrias para os seus torcedores. 

Com isso, encerramos a nossa série de artigos sobre a história e as curiosidades dos times de futebol do estado de São Paulo.

Até a próxima!

 

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