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iBovespa: O que é, como funciona e como investir corretamente

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O iBovespa é o principal índice econômico relacionado ao desempenho das ações das empresas que têm capital aberto dentro da Bolsa de Valores de São Paulo, a maior da América Latina.

Esse dado é fundamental na compreensão do quanto a nossa economia está rodando e como o mercado internacional está observando a política econômica nacional e realizando seus investimentos no Brasil.

Por mais que pareça complicado entender como funciona este índice, quando é bem explicado, fica fácil de se entender e até acompanhar como a variação das ações reflete o comportamento do mercado por aqui.

Vamos entender um pouco mais sobre o que é o índice iBovespa e como é possível investir diretamente na Bolsa de Valores sem dificuldades de compreensão.

História da iBovespa

Antes de contarmos a história do índice, vamos puxar mais a fundo sobre o início do mercado de valores em nosso país. Engana-se que essa demanda é recente por aqui.

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Tudo começa no dia 23 de agosto de 1890, com a criação da Bolsa Livre pelo então presidente do Banco do Brasil no começo da República Velha, o paulista Emílio Rangel Pestana.

O projeto não vingaria, sendo encerrado um ano depois por conta do Encilhamento, uma crise econômica com alta inflação por conta da oferta desenfreada de créditos livres para o desenvolvimento da indústria.

O que se formou foi, além da inflação, a criação de uma bolha econômica, onde a indústria foi altamente beneficiada, o que gerou uma grande especulação financeira.

O projeto de uma nova bolsa ficou paralisado por quatro anos, até ser criada a Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, mudando seu nome durante o período do primeiro mandato de Getúlio Vargas para a Bolsa Oficial de Valores de São Paulo.

Devemos frisar um ponto importante: cada estado possui a sua própria bolsa de valores, a exclusividade não é restrita apenas a São Paulo. Antigamente, eram vinculadas às secretarias estaduais de Fazenda e os corretores eram nomeados pelo governo estadual.

Em 1965 e 1966, houve uma profunda reforma no sistema financeiro e no sistema de mercado de capitais no Brasil, aos quais o estado deixava de assumir essas funções e transformava as bolsas em associações sem fins lucrativos e que tinham autonomia:

  • Administrativa;
  • Financeira;
  • Patrimonial.

Assim, o corretor público indicado como cargo de confiança era substituído pelas corretoras de valores, responsáveis por fazer a cópia fiel do funcionamento das sociedades por ações nominativas.

Então, a Bolsa ganharia um novo nome, que seria popularizado com a população em geral, além dos experts no mercado: A Bolsa de Valores de São Paulo.

A atual configuração

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Antes do protagonismo que a Bolsa de São Paulo adquiriu por conta da concentração econômica ao longo dos anos 1970, a principal capital do mercado de ações do país era a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.

Porém, a situação mudaria consideravelmente no período do milagre econômico no Governo Costa e Silva, entre 1969 e 1973, no qual os índices de crescimento estavam na faixa dos 14% anuais no seu fim. Porém, este crescimento era totalmente artificial.

Em 1971, no meio deste milagre, houve o crash, ou o “estouro” da bolha econômica presente no Brasil, a segunda desde o começo da República Velha. Com este crash, o espaço da Bolsa carioca foi ficando diminuto e perdendo o protagonismo para a bolsa paulistana.

Ao longo dos anos, este protagonismo foi ficando reforçado e a bolsa do Rio tinha cada vez menos liquidez em ações das companhias de valores e títulos privados e a oferta de novas ações.

No ano 2000, uma iniciativa inédita faria o mercado financeiro se agitar e tornaria a sua operação mais simplificada.

O Brasil tinha em atividade nove bolsas de valores, com a fusão de alguns estados, como a Bolsa de Minas-Brasília-Espírito Santo, a de Bahia-Sergipe-Alagoas, entre outros.

Em um acordo inédito de integração entre elas, ficou acertado que a negociação das ações de companhias abertas e títulos privados seriam centralizadas em São Paulo, na Bovespa, enquanto o mercado do Rio de Janeiro ficaria com a responsabilidade de operar o mercado eletrônico de títulos da dívida pública.

Para as bolsas regionais, ficou a atividade de desenvolvimento de mercado e prestação de serviço estadual.

Fusões

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Ao longo de sua história, a iBovespa realizou duas fusões consideradas primordiais pelo mercado financeiro para concentração de todos os negócios do setor. 

A primeira fusão foi a antiga Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), concretizada em 2008 depois de 17 anos de negociações para a união das atividades operacionais. 

A BM&F foi criada em 1917 por empresários do estado de São Paulo que eram ligados ao setor da exportação, do comércio e da agricultura. Neste local, eram negociados contratos de commodities e derivados, como café, grãos, gado e outros, para pagamento à vista ou futuro.

Alcançou notável sucesso por conta dos contratos negociados, especialmente nos contratos de café, do boi gordo e de algodão. 

A segunda fusão foi com a CETIP (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos), um braço da Associação Nacional dos Dirigentes do Mercado Aberto, responsável por disponibilizar sistemas eletrônicos de custódia, os registros de operação e de liquidação financeira dentro do mercado de títulos públicos e derivados.

O papel da CETIP é historicamente fundamental no processo de privatização de empresas públicas, na concepção e nas operações do Sistema Nacional de Pagamentos.

Os títulos de dívida do Tesouro Nacional, créditos de seguro, títulos de dívida agrícola e agrária, além de certificados financeiros eram negociados e liquidados através das atividades desta bolsa. 

Em 2015, era considerada a maior depositária de títulos de renda fixa privada de toda a América Latina e o principal centro atuantes de títulos privados, tendo um estoque de mais de cinco trilhões de reais, movimentando diariamente de mais de 40 bilhões e sua liquidação era de mais de 30 bilhões de reais.

Depois de ter o seu capital aberto e vender suas partes para outros grupos, foi fundida com a Bovespa no ano de 2017, depois de aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Atualmente, a Bolsa de Valores de São Paulo, que possui o índice iBovespa, e que recebeu um novo nome depois da fusão com a CETIP, a B3, é a 5ª maior empresa de negociação de valores do planeta, com patrimônio acumulado de 13 bilhões de dólares.

Regulada sob o funcionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), tem cerca de 500 empresas diferentes que negociam ações diariamente e que o valor negociado compõe o índice iBovespa

O índice iBovespa

O principal índice usado no Brasil para medir o fluxo de valores negociados em ações representa de forma enfática a quantidade de ações vendidas em uma carteira a partir de aplicações em moeda corrente.

Para estes valores, atribui-se um valor-base calculado em 10 dentro desta carteira sem aportes e sendo adicionados proventos vindos desta carteira, como a reinserção de dividendos, recebimento de bonificações dados pelas empresas detentoras das ações e do exercício de seus direitos.

Por mais que o funcionamento possa ser explicado com mais clareza, deve se seguir o entendimento abaixo.

Consideremos uma grande carteira de investimentos na qual as principais empresas realizam uma grande quantidade de venda e compra de ações, com um comportamento médio e cada empresa com seu perfil próprio de negociação.

Todas essas ações que compõem a carteira são acompanhadas no prazo de 12 meses e a sua variação e liquidez compõem o valor-base que dá origem ao índice iBovespa.

Para que as empresas estejam nessa contagem, os valores contabilizados devem compor cerca de 80% de todo o valor movimentado e de presença nos pregões no último ano corrente.

Alterações são realizadas a cada quatro meses, de modo a manter sua representatividade e relevância.

Esse índice surgiu em 1968 a partir da metodologia vinda da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, com o desenvolvimento do Professor Mário Henrique Simonsen no ano de 1962. 

Mas foi somente em 1967 que nasceu oficialmente o índice da Bolsa do Rio, o IBV, já com alterações metodológicas que foram replicadas em São Paulo.

Ao longo destes mais de 50 anos, o índice foi uma demonstração clara do quanto o mercado brasileiro já passou por diversos momentos de crises, como a dos Planos Collor, da crise de 2008, a recessão de 2014 e a pandemia de Coronavírus.

Depois de conhecermos mais sobre o índice iBovespa e o seu funcionamento na prática, uma dúvida muito comum é se é possível investirmos nas ações em circulação.

Influências políticas

O ibovespa sofre com influências políticas. No ano de 2021, com a intervenção do presidente Bolsonaro na Petrobras após as altas de combustíveis, a bolsa perdeu mais de R$ 100 bilhões.

Além disso, outro impacto foi o dólar que disparou para R$ 5,70.

Mis tarde, a Ibovespa iria voltar a se recuperar.

É comum que ela perca ou ganhe valor de acordo com os escândalos políticos ou índices de inflação e quantidade de empregos. Portanto, qualquer pessoa que deseja investir deve estar muito bem informada em vários aspectos diferentes daquele país e bolsa. Caso contrário, pode perder grandes quantidades monetárias.

Além disso, é crucial que o indivíduo seja estratégico. É necessário possuir um tipo de estratégia antes de começar a investir. Não existe apenas uma forma de atuar com a compra e venda de ações dentro da iBovespa.

Como investir na Bolsa

A cada ano, a quantidade de pessoas físicas que decidem entrar para este mercado e ter nova fonte de renda cresce exponencialmente. Dados da própria B3 comprovam a afirmação acima.

De acordo com o relatório divulgado aos investidores de 2019, mais de 1,5 milhão de pessoas físicas já investem na bolsa de valores, em que cada um deles são donos de uma parte das empresas nas quais têm a ação comprada e recebem os seus dividendos e lucros.

Investir na bolsa é uma excelente possibilidade de ter uma renda adicional e extra que rende de acordo com o quanto cada ação se valoriza.

Uma ação pode ser adquirida por diversos valores, desde centavos até alguns milhares de reais ou de dólares, a depender de como são vendidas no mercado.

Julgando pela quantidade de pessoas que ainda demonstram interesse em investir na B3, é necessário saber também os riscos que este negócio pode trazer.

Assim como todo e qualquer produto à venda, ela pode se valorizar e desvalorizar, de acordo com vários fatores, como a questão da oferta e demanda, cenários econômicos e políticos.

De acordo com cada perfil de investimento, há diversos tipos de ações que podem ser compradas por qualquer pessoa física que se interesse em adquirir um pedaço de empresa.

Para isso, existe uma grande oferta de empresas de corretagem especializadas na intermediação da compra de ações no mercado financeiro. 

Geralmente, o procedimento inicial é analisar o perfil de cada cliente e, de acordo com o resultado obtido, é recomendado uma carteira de ações e investimentos que podem ser comprados pelo cliente. 

O serviço pode oferecer também a administração desta carteira pelos especialistas contratados pela corretora de modo a acompanhar e definir as tendências de mercado, recomendando possíveis compras e vendas de ações que podem estar com tendência de alta e queda.

Na atual configuração, com as ações das empresas estatais em alta e com o índice iBovespa em patamares acima dos 100 mil pontos, a recomendação para realizar os investimentos vai depender do que o cliente deseja a curto, médio e longo prazo.

O índice iBovespa é considerado o principal termômetro do quanto o mercado financeiro brasileiro está funcionando, seja para o lado positivo, quanto para o lado negativo.

Entender como funciona e as suas especificações ajuda a clarificar a percepção e como a economia está dando, sabendo que sofre interferência tanto nacional quanto do mercado externo, com os índices das demais bolsas internacionais, como nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia.

Se o seu desejo é investir no mercado, é importante entender o índice e sua interpretação para, assim, decidir qual o caminho a fazer para ter uma fonte de renda extra.

E então, o que achou do nosso artigo? Não esqueça de ler outros sobre tecnologia e investimento. Isso vai te ajudar a ter os melhores rendimentos.

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