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Cotação do Dólar: Como funciona e qual a sua influência nas nossas vidas

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É bem possível que você já tenha se perguntado alguma vez sobre o porque todos os telejornais na TV, programas jornalísticos de rádio e nos demais meios de comunicação precisam falar sobre a cotação do dólar.

A primeira impressão que pode ficar é justamente pelo fato deste assunto parecer supérfluo diante da realidade do nosso país. Mas engana-se quem pensa que essa realidade é desconexa do que vivemos.

Saiba que o produto que você compra no mercado tem influência direta na cotação da moeda norte-americana.

Hoje, vamos falar neste artigo sobre o funcionamento da cotação do dólar, quais são as variáveis que influenciam no preço e como o dólar alto ou baixo interfere nas compras do mês, na hora em que abastece o carro no posto e na compra da sua TV, videogame, etc.

Como funciona o dólar

Por conta de sua relevância, é a moeda base na cotação de produtos, commodities e bens em todo o planeta.

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Seu protagonismo se deve por sua origem, os Estados Unidos. Não por acaso, é a superpotência mundial, dona do maior PIB do mundo, disputando diretamente com a China pelo título de maior economia do mundo.

Por causa disso, não tem como desconsiderá-la, em nenhuma hipótese. Sabendo dessa informação, o seu funcionamento é baseado em duas plataformas de venda: o comercial e o turismo.

Cotação do Dólar comercial

Esta variação do dólar é o mais comum, que vemos diariamente sendo citado na imprensa. É a moeda vendida entre empresas, governos e instituições bancárias. A grande diferença está na quantidade de compra e venda.

Quanto maior o valor envolvido, menor fica a cotação. Quando ouvimos falar sobre a compra de empresas, de ativos financeiros, de bens e produtos, em todos os momentos se usa o dólar comercial.

Em algum momento, você já pode ter ouvido sobre compra e venda de dólares pelo nosso Banco Central como forma de baixar a cotação da moeda. Saiba que tudo é feito com esse dólar.

Cotação do Dólar turismo

Talvez, um de seus grandes sonhos na vida é realizar uma viagem para o exterior e conhecer países diferentes, culturas e costumes variados e povos totalmente diversificados.

Mas não dá para irmos a outro país e usar o nosso real livremente. Para isso, devemos fazer a conversão na moeda local. Como o dólar é muito usado em todo o planeta, funcionando praticamente como universal, e sendo aceito nestes países, devemos saber sobre como fazer a compra de dólares.

Diferentemente do modelo comercial, o dólar turismo é tributado pelo governo brasileiro com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), além de outros custos logísticos.

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Mas que custos seriam estes? O transporte do dólar dos EUA, onde é emitido, para o nosso país, e depois, para a casa de câmbio, além da parte de manutenção desta moeda.

Então quando você ouvir que o valor do dólar turismo, não confunda. O turismo é utilizado para viagens das pessoas, enquanto o comercial é usado nas transações financeiras.

Sabendo dessas informações, pessoas leigas no assunto podem continuar achando que saber da cotação do dólar é altamente desinteressante. Mas a partir de agora vamos te explicar porque devemos saber desta cotação e suas influências em tudo que fazemos.

Como funciona a cotação do dólar

Costumeiramente se diz por quem não tem conhecimento acerca deste assunto que o valor da moeda é definido por interesses escusos e que apenas querem exercer o imperialismo norte americano em todo o planeta.

Mas vamos logo desmascarar esse pensamento tendencioso: o que determina o valor de uma moeda na cotação do mercado financeiro envolve uma série de fatores econômicos. São eles:

  • Compra e venda de moedas;
  • Política de juros;
  • Tipo de câmbio exercido no país;
  • Situação da balança comercial;
  • Gastos no exterior;
  • Reservas cambiais;
  • Crises financeiras e políticas no país.

Compra e venda da moeda

Assim como em tudo o que compramos e produzimos no mercado, existe a questão da lei da oferta e demanda. Ou seja, quanto mais dólar estiver disponível no mercado para compra, a moeda cai de cotação.

O inverso é o mesmo: quanto menos dólares estiverem disponíveis para circulação, maior fica o valor de venda do dólar.

Política de juros

Falando especificamente da moeda dos Estados Unidos, o quanto ela valerá vai depender da política de juros tanto do país da América do Norte quanto do nosso país.

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Os juros de lá sempre são mais baixos e não somente pela política tributária local. Mas um preceito básico de todo o investimento é o quanto ela pode render lucro futuro.

Se a taxa de juros de um país cresce, maior será a possibilidade de os investidores levarem seu dinheiro para esta nação, de modo que possa render maiores dividendos.

A lógica reversa é igual: quanto menor os juros, maior será a corrida de fuga destes investidores buscando mercados mais atrativos.

No nosso caso em específico, as taxas de juros dos Estados Unidos são bem baixas e a rentabilidade do dólar é superior ao real. Caso a taxa de juros suba por lá, o dólar irá subir e os investidores vão correr para fazer seus investimentos.

Se a taxa de juros do Brasil aumentar, mais do que ela já é alta, sendo o maior nível real do mundo, os investidores logo virão ao nosso país, fazendo com que o valor da moeda fique em queda.

Tipo de câmbio na cotação do dólar

Existem dois tipos de variação cambial a ser praticado no mercado:

  • Câmbio fixo;
  • Câmbio flutuante.

Na modalidade fixa, é o banco central de cada país que define como será a cotação do dólar, estabelece o preço fixo e realiza as ações importantes na manutenção do preço estabelecido.

O câmbio flutuante é determinado pelo próprio mercado a partir da movimentação de compra e venda dentro do país. O nosso regime cambial funciona a partir da banda cambial (variação entre o mínimo e máximo da moeda).

Neste tipo cambial, não é somente o que acontece em nosso país que interfere no valor de cotação da moeda estrangeira. Todas as variáveis políticas e econômicas ao redor do globo terrestre acabam impactando na definição do quanto o dólar irá valer.

Situação da balança comercial

Para quem nunca ouviu falar, a balança comercial internacional é a diferença entre tudo que compramos de fora pelo quanto vendemos no exterior. Viver em um isolamento econômico tem consequências muito trágicas na parte econômica e nas relações com o mundo para este país.

O resultado pode ser positivo, ou em superávit, ou em prejuízo, chamado também de déficit comercial.

E qual o impacto dessa informação?

Se a empresa consegue vender mais commodities ou produtos para o exterior, mais vai receber em dólar. Com isso, a disponibilidade aumenta dentro do país e a cotação da moeda vai para baixo.

Mas se nós importamos mais do que exportamos, ou seja, mais compramos do que vendemos, gera o que chamamos de déficit comercial.

Com menos moeda estrangeira disponível no país, o valor aumenta e fica mais caro comprá-lo.

Gastos no exterior

Um bom termômetro de quanto a economia de um país vai de vento em popa é a quantidade de turistas que visitam seus cartões postais e gastam naquele lugar, fazendo a economia girar constantemente.

No caso do dólar norte americano, esse desejo é muito intrínseco a nós. Praticamente o sonho de todo o brasileiro é visitar os Estados Unidos e ir a Nova York, visitar os parques temáticos da Flórida, ir a Hollywood conhecer os estúdios de cinema.

Quanto mais pessoas viajarem até a América e comprarem produtos, alimentos, pagar por passeios, viagens e afins, maior será a quantidade de moeda circulante.

Porém, só vale a pena gastar fora do Brasil se a cotação do dólar estiver em patamares nas quais vale a pena fazer a conversão.

Se a moeda estiver valorizada, o poder de compra naturalmente aumenta e o nível de gastos aumenta exponencialmente. Mas se o dólar estiver desvalorizado, a consequência será a diminuição do poder de compra e, naturalmente, menor circulação da moeda estrangeira.

Reservas cambiais

Todos os países do mundo possuem reservas cambiais. É a quantidade de moeda estrangeira e de ouro acumuladas internamente para situações específicas. Em outras palavras, é a poupança de cada país.

Nelas, as nações se fiam no pagamento de fornecedores e nas negociações com outros países para acordos comerciais. São estas reservas que o Banco Central utiliza para fazer a venda e, assim, baixar o valor da cotação.

Quanto maior a quantidade de reservas, menor fica a cotação do dólar comercial. Se o país estiver enfrentando fuga de valores e tiver poucas reservas cambiais, a tendência é o valor disparar.

Crises econômicas e políticas

Esse é um fator preponderante na definição se o valor comercial de uma moeda vai permanecer constante ou vai sofrer fortes altas ou quedas.

Se uma nação, como a do Brasil, viver com problemas políticos constantes, crises entre os poderes e demais ações governamentais que causem problemas para a economia, a tendência é de os investidores desistirem de investir por aqui.

Como efeito manada, resulta em aumento da moeda estrangeira e maior dificuldade para atrair novos investidores.

Somado aos problemas políticos e institucionais, estão os problemas econômicos. Exemplo: desde 2013, o nosso país vive uma permanente instabilidade política com:

  • Manifestações;
  • Impeachment;
  • Eleições conturbadas;
  • Polarização política;
  • Ações e declarações conturbadas;
  • Falta de traquejo político.

Toda essa instabilidade acaba causando prejuízos econômicos, pois não há um componente fundamental na manutenção da economia de qualquer país: a estabilidade.

Qualquer investimento que se faça, o mínimo que buscamos é que seja estável, que tenha rendimento e liquidez constante. Mas, se a cada momento uma nova crise é lançada perante a sociedade, com impacto direto nas finanças, essa gangorra de emoções assusta quem deseja investir.

É assim que funciona o mercado: se o investidor busca algo estável e onde os seus lucros não sofram variações de preço, ele não irá investir em uma nação em que a instabilidade é o seu forte.

O exemplo prático da nossa nação só demonstra o quanto essa linha é muito tênue. Se prestarmos atenção, já ouvimos a cotação do dólar a dois, três reais em ambientes mais estáveis.

Perceba que, desde que entramos em ebulição política, o valor do dólar só aumentou e chegou a marcas históricas, como o dólar a 4 reais antes da saída da presidente Dilma Rousseff.

Hoje, com a consequência da pandemia do coronavírus, a natural retração do mercado e as ações governamentais de sustentação da economia e saúde de sua população, vemos o dólar flutuar constantemente na faixa do 5 reais, com pouca perspectiva de queda a curto prazo.

Ok, o dólar está alto, mas o que isso interfere na minha vida? Vamos te mostrar agora o que o dólar alto ou baixo muda na nossa economia, da mesa até o consumo de bens produzidos nacional ou internacionalmente.

Impacto da cotação do dólar nas nossas vidas

Alguma vez você já parou para pensar e ver a comida que está na sua geladeira? Ou os móveis e eletrodomésticos que compraste com muito suor? Saiba que aquele preço chorado, e na maioria das vezes parcelado, tem a culpa da bendita cotação do dólar.

Como dissemos anteriormente, o Brasil compra e vende diariamente commodities, que são os bens primários, como alimentos, minérios e insumos para fabricação de todos os seus parceiros comerciais.

Um fato para você, patriota excessivo: o Brasil não é autossuficiente em absolutamente nada, nem no agronegócio, responsável por mais da metade de tudo que produzimos.

Dito tudo isso, saiba que o preço do dólar interfere bastante na composição dos tudo que usamos, desde a alimentação até o teto onde nós moramos. Resumindo, tudo.

Vamos trazer alguns exemplos bem fáticos do quanto somos afetados pela variação da moeda do Tio Sam.

Alimentação

É neste aspecto que sentimos bastante a variação da moeda americana. Sabe o pãozinho nosso de cada dia que nunca falta em nossas mesas? O trigo, importantíssimo no pão, é importado da Argentina, nosso parceiro comercial.

A nossa produção é muito pequena, preciso comprar de fora. Pagamos o nosso vizinho em dólar, não em Peso ou no Real, as moedas de Argentina e Brasil, respectivamente.

O Suco de Laranja do café da manhã ou a qualquer hora é uma delícia, vamos combinar. Mas o que não combinamos é que a maior parte da laranja produzida por aqui é vendida para os Estados Unidos. Nós recebemos em dólar. 

A grande massa do nosso agronegócio é exportada, e faz com que a balança comercial dispare.

Mas se o dólar estiver nas alturas, o preço na gôndola estará alto, justamente pela pressão que a moeda estrangeira aplica na produção nacional, na manutenção dos equipamentos comprados no exterior, o que obriga a repassar esse custo ao consumidor.

Tecnologia

O Brasil tem uma produção tecnológica muito abaixo do que pode oferecer ao mercado. Dá para contar nos dedos as grandes multinacionais na fabricação de chips, semicondutores, de peças para máquinas e eletroeletrônicos.

Por causa disso, tudo o que vendemos é comprado de fora, especialmente da China e dos EUA. E compramos com qual moeda? Ela mesma, o dólar.

Se o dólar estiver lá nas alturas, não tem chance. O preço final de qualquer produto dispara para o consumidor final e quem fica apertado literalmente somos nós.

É muito comum reclamarmos que o preço do Iphone, da Apple, do Playstation, da Sony, fabricado aqui mesmo no Brasil, ou de uma TV, máquina de lavar, até da geladeira está muito alto.

Vamos te dar um detalhe: A Sony, mesmo tendo uma fábrica aqui na Zona Franca de Manaus, ela não fabrica nada de suas peças. Ela as recebe de fora e só aqui faz a fabricação da estrutura do video game.

Mesmo que o fabricante diga que tudo é Made in Brazil, as peças mais simples para montar a programação da máquina de lavar, os semicondutores que ficam na sua TV, que montam a placa do seu celular, são comprados de fora daqui. 

É impossível que o fabricante não repasse o preço da compra e da logística para montar este produto no preço final. 

Essa realidade só mudará quando o nosso país conseguir produzir todos os componentes que usa na fabricação de eletrônicos e eletrodomésticos e conseguir suprir a produção nacional e poder vender até outros mercados.

Combustíveis

Essa é a parte mais polêmica. Provavelmente, na época do descobrimento do pré-sal, a palavra mais utilizada era “autossuficiência”. Em tradução livre, diz que conseguiríamos extrair todo o petróleo nacional sem precisar comprar de fora.

Os Estados Unidos, o Catar e a Venezuela são autossuficientes também. Mas, além de produzir em larga escala para consumo interno, esses países conseguem exportar até outras nações e fazer a roda financeira girar, literalmente.

Essa autossuficiência, se chegar, só será adquirida daqui a 10, 15 anos, quando todo o mercado europeu e americano estiver sob a nova realidade do híbrido/elétrico.

Até 2030, 2040, todos os carros produzidos não deverão ter combustíveis fósseis como forma de alimentação. Ou seja, nada de petróleo.

Falando de hoje, enquanto ainda se leiloa estações do pré-sal, concedendo a operação em conjunto com a Petrobrás para a iniciativa privada para fazer a extração da matéria básica, a quantidade retirada do fundo do mar ainda é insuficiente para atender a nossa demanda básica.

A solução? Comprar dos países que exportam o petróleo, como os EUA e Venezuela. A mesma retórica vale para outros tipos de gases: o natural, o que utilizamos na cozinha de casa e etc.

Além de sofrermos a influência do dólar na hora da compra de nossos parceiros, devemos lembrar das flutuações do barril do petróleo, vendido nas bolsas de valor. Por ser câmbio flutuante, as variações de preços são diárias, de acordo com o andamento da economia mundial.

Qualquer problema que os grandes produtores de petróleo possam ter faz o preço ir lá para cima ou para baixo. O excesso de petróleo disponível faz a cotação despencar. A falta de insumo dispara o valor.

Falando agora do efeito prático, a empresa responsável pela produção, refinamento e distribuição nacional de gás e petróleo no Brasil é a Petrobrás, empresa estatal criada por Getúlio Vargas em 1953. Inclusive é ela quem determina o preço do petróleo lá na refinaria, de onde sairá para os postos de combustível.

Um tempo atrás, o preço estava lá embaixo e o consumo não parava. Mas isso era fruto de uma intervenção governamental na empresa que determinava que o valor deveria estar acessível, mesmo que o preço lá fora estivesse nas alturas.

O resultado disso foram sucessivos prejuízos à estatal, somado com os casos de corrupção detectados ali, fizeram com que a empresa quase perdesse todo o seu valor de mercado.

A solução foi acabar com essa política intervencionista e aderir à livre política de mercado. O valor do barril do petróleo lá fora seria levado em conta na hora do reajuste do preço dos combustíveis.

Lembra dos constantes prejuízos? Quem teve de pagar foi você, eu, todos que abasteceram os seus carros nos postos de gasolina.

A empresa recuperou o seu valor de mercado aderindo a essa estratégia, mas viu a população reclamar bastante.

Neste período de tempo, vimos greve de caminhoneiros, mudanças na direção da Petrobrás por causa da alta dos preços, entre outros casos.

A culpa está na pressão da moeda norte-americana, usada para definir o preço do petróleo, exercida diretamente no valor final ao consumidor.

Pandemia do coronavírus

Como não esquecer desta pandemia em que estamos vivendo, como na escrita deste artigo. Este novo vírus mexeu com o mercado global e fez com que, de uma hora para outra, tivéssemos que ficar em casa.

Os governos tiveram que agir para tentar salvar vidas e encontrar soluções para manter a roda da economia. Quem tinha moedas fortes conseguia passar pelo caos e se recuperar com mais vigor.

O que não foi uma honra nossa. Infelizmente, o nosso real que já era altamente desvalorizado, só piorou a situação. Em 2020, fomos o país dentre as maiores economias do mundo que teve a pior desvalorização de uma moeda.

Hoje, até o Guarani, moeda do Paraguai, está se valorizando mais que o nosso real. Somado a ações governamentais durante o período de pandemia, a cotação do dólar passou pela primeira vez da casa dos 5 reais e está estacionado até hoje.

Em outras nações, com a retomada da economia de acordo com a vacinação do povo, o resultado foi o natural equilíbrio e valorização de sua moeda frente ao dólar.

Por aqui, vamos aguardar ainda se a cotação do dólar vai continuar em alta ou se cairá com o reaquecimento da economia brasileira.

Os preços, que já eram altos, dispararam mais ainda e fez a inflação dos alimentos, a que mais sentimos no dia a dia, subir a patamares vistos no começo do século e diminuiu o poder de compra do brasileiro.

Por fim, vimos que por mais que ainda se diga que não, mas entendendo como funciona a cotação do dólar e a influência nas nossas vidas, é sempre bom assistir o jornal e saber a quantas anda o seu preço por aqui.

Até a próxima!

 

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