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Congregação Cristã no Brasil: saiba tudo sobre essa comunidade

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A Congregação Cristã no Brasil talvez seja o principal representante do movimento pentecostal brasileiro. Na verdade o que se diz é que ela o inaugurou, lá por volta de 1910, quando, a partir do empenho de imigrantes italianos, instalou-se no país de forma definitiva.

Diferentemente de outras denominações religiosas, a Congregação Cristã gaba-se do fato de não ter sido um braço de outras correntes maiores que procuraram estender os seus domínios em terras Sul-americanas. A constituição da igreja foi o resultado da iniciativa dos próprios imigrantes já instalados no Brasil, a partir, obviamente, dos esforços do fundador da corrente, o italiano Louis Francescon.

Tratando especificamente da sua história no Brasil, a Congregação Cristã instalou-se incialmente nos estados de São Paulo e Paraná, de onde estendeu-se para praticamente todos os territórios brasileiros, levando a todos eles a marca do pentecostalismo, para o qual o “dom de línguas” constitui a sua essência dogmática.

Ademais, ela também chama bastante a atenção pela sua impressionantes unidade doutrinária, com pouca ou quase nenhuma ruptura ao longo de décadas de existência, o que configura-se como uma das raras exceções dentro desse polêmico e controverso cenário das igrejas evangélicas do país.

Os primeiros passos da Congregação Cristã no Brasil

Como dissemos, essa denominação religiosa instalou-se no Brasil por volta de 1910, como uma contribuição das colônias de imigrantes italianos no país. Além disso, as suas bases teológicas foram sistematizadas pelo seu fundador, Louis Francescon, o iniciador do movimento pentecostal na Itália, bastante influenciado pelas correntes protestantes que surgiram nos EUA no início do séc.XX, de onde colheu inspiração para, juntamente com personagens como Michele Nardi e os “irmãos valdensianos”, criar uma corrente religiosa com características totalmente únicas.

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Outra característica marcante da Congregação Cristã no Brasil diz respeito ao empenho voluntário dos seus missionários, que sem quase nenhuma estrutura conseguem levar os ensinamentos da igreja para os quatro cantos do país.

Além disso, eles chamam a atenção também pela inexistência de uma linha de pensamento delineada por entidades estrangeiras, quase nenhuma influência de outras literaturas e pela constituição de um perfil com base no dia a dia da própria instituição no Brasil.

Também chama a atenção na CCB o fato de ela apresentar pouca ou quase nenhuma formalidade na hora de constituir o seu quadro de líderes; uma educação teológica formal e currículo acadêmico são praticamente dispensados para a formação do seu corpo sacerdotal; e o que parece é que a história pessoal e o empenho na divulgação da doutrina é que são os principais pré-requisitos para quem quer que deseje alcançar postos maiores no seio da igreja.

As raízes históricas do movimento

As raízes do protestantismo brasileiro encontram-se lá na metade do séc. XIX, quando começamos a observar uma acentuada queda do prestígio da Igreja Católica, em especial do Catolicismo Tridentino, o que resultou, entre outras coisas, no surgimento de inúmeras correntes protestantes, como a Congregação Cristã no Brasil, com as suas características de um missionarismo religioso, em união com outras denominações que também foram aportando no Brasil, como os presbiterianos, luteranos, metodistas, episcopais, batistas, entre diversas outras correntes com características bastante parecidas.

Aos poucos, essas diversas identidades religiosas foram produzindo o “espírito pentecostal brasileiro”, em muito estimulado pela atuação decisiva de denominações como a Assembleia de Deus (1911), a própria Congregação Cristã (1910), a Igreja do Evangelho Quadrangular (anos 50), Deus é Amor (1962), entre diversas outras correntes.

Aliás, foi a partir da atuação dessas correntes que formou-se no país o chamado “pentecostalismo clássico brasileiro”, caracterizado pelo “dom de línguas”, rigidez dos princípios, quase nenhuma dissidência interna, estrutura hierárquica sólida, espírito missionário, puritanismo arraigado, aversão à modernidade, entre outras identificações que de imediato ajudaram a consolidar a popularidade da igreja no seio da sociedade conservadora brasileira.

A característica organizacional da Congregação Cristão no Brasil

A estrutura organizacional da CCB não é complexa. Ela possui um corpo administrativo denominado “Ministério e Administrações”, cujos membros não recebem quaisquer tipos de remuneração, atuando apenas e tão somente por meio de uma dedicação totalmente voluntária.

Ademais, a igreja possui um quadro sacerdotal composto por um conselho de anciães, que fazem as vezes de um “corpo ministerial” responsável por colaborar com os compromissos da igreja, juntamente com os diáconos e os cooperadores do ofício ministerial, aos quais incumbe-se a missão de cuidar e divulgar as linhas teológicas (se é que se pode chamar assim) da igreja com o objetivo de arrebanhar cada vez mais fiéis.

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Outra característica marcante da denominação é o fato de eles se declararem apolíticos, sem qualquer ligação com o Estado, partidos políticos, organizações populares…os membros da Congregação Cristã no Brasil preferem mesmo é atuar como cidadãos independentes, instados a participarem da vida política do país, mas sem qualquer tipo de ligação entre as suas igrejas e as atuais ideologias políticas.

Principais características da Congregação Cristã no Brasil

Em síntese, a CCB caracteriza-se pelo seu curioso distanciamento de outras correntes evangélicas, sejam elas protestantes ou mesmo pentecostais. Na verdade o que se diz é que o seu caráter é um tanto quanto separatista, muito bem evidenciado pela sua aversão às novidades tecnológicas (em especial as que tratam de mídias sociais para divulgação), além do fato de não ligar-se em associação a outras denominações evangélicas.

É curioso notar como praticamente toda a divulgação da igreja é feita quase toda ela no ambiente de cada estabelecimento, com pouca ou quase nenhuma campanha de publicidade, como uma das características mais marcantes da sua organização interna.

No entanto, como um fenômeno digno de nota, é possível notar um crescimento incontestável da Congregação Cristã no Brasil nas última 3 décadas, com várias unidades espalhadas por São Paulo (o principal centro de irradiação da doutrina) e também por cidades do interior do Brasil (uma de suas principais características).

Outras singularidades que também chamam bastante a atenção nessa corrente religiosa são o fato de ela ser contrária à instituição do dízimo, atuar de forma descentralizada (sem sobreposição de um comando nacional), advogar uma separação irrestrita entre religião e Estado, o seu caráter apartidário e apolítico, entre outras características consideradas únicas no meio religioso.

Mas apesar de tudo isso, desde o inicio dos anos 2000 a congregação segue as normas da Convenção Internacional das Congregações Cristãs, que estabeleceu alguns princípios básicos que pretendem nortear a conduta de cada corrente, mas sem, no entanto, ferir o princípio de autonomia e da adaptação das igrejas à realidade cultura de cada país.

Os cultos

Os principais cultos da Congregação Cristã no Brasil são o do Batismo, Conversão e Santa Ceia. O Batismo é um rito essencial no seio da igreja, feito na forma de uma imersão, da qual surge um “novo ser”, “morto para o mundo”, e pronto para “renascer em Cristo” – e aceitar todas as responsabilidades dessa nova condição.

Porém esse Batismo só é realizado em membros acima dos 12 anos de idade (ou em casos especiais), em um ritual considerado dos mais belos dentro da igreja, organizado por inspiração (sem épocas predeterminadas), quando então os anciães, após uma revelação, incumbem-se de determinar dia e hora para a convocação do Batismo e dos indivíduos que deverão ser batizados.

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Trata-se de um ritual de congregação; de aproximação dos membros da igreja; de forma a estreitar, ainda mais, os laços.

Os “candidatos” ao batismo simplesmente “sentem” essa necessidade do batismo; e os anciães, por sua vez, também recebem, espiritualmente, a indicação de quando deverão realizá-lo.

Como uma sucessão desse rito, surge a “conversão” propriamente dita, como uma consequência natural do batismo; a sinalização de que agora um indivíduo verdadeiramente pertence à igreja, aceita seguir todas as suas normas e regras, submeter-se ao que preconiza as Escrituras Sagradas, entre outras exigências da congregação.

A Santa Ceia

Outra instituição importante para a Congregação Cristão no Brasil é a Santa Ceia. Trata-se de um ritual posto em prática todos os anos, apenas para quem já é batizado na igreja, como uma espécie de lembrança anual da original Santa Ceia entre Jesus e os seus Apóstolos.

Nesse momento, os fiéis repartem o pão e bebem o vinho (como é típico de uma Santa Ceia), como uma forma de manter viva a lembrança da morte e ressurreição do Cristo – duas das vigas-mestras da fé pentecostal.

Ademais, essa é uma oportunidade de renovar os votos dos seus membros; reforçar o compromisso de manterem-se fiéis aos preceitos da igreja; como um “organismo” vivo e único em função, única e exclusivamente, de servir a Deus observando as sua Escrituras.

A Santa Ceia da CCB, portanto, visa a estabelecer uma identidade por meio de um ordenamento, a fim de que o membro consiga “sentir”, verdadeiramente, essa sua ligação com uma denominação religiosa, como é a Congregação Cristã no Brasil.

Ela não representa apenas uma mera formalidade; o cumprimento de um currículo; talvez seja um “Fato Social”, como queria Durkheim, suficientemente capaz de “moldar” essa identificação com um grupo por meio de um “jeito de ser e de agir”, que são próprios de cada congregação.

O passo a passo de uma Santa Ceia na CCB

O ritual da Santa Ceia na Congregação Cristã no Brasil começa com uma série de cânticos adequados à característica da solenidade. Logo após, um dos anciães toma a palavra para conscientizar os participantes da ceia sobre o seu real significado, as razões para participar dela, e por que alguns indivíduos podem ou não participar.

Feito isso, chega o momento em que um único pão é repassado para todos os participantes; assim como também um único cálice de vinho; que são compartilhados semelhantemente ao que fora feito no tempo do Cristo.

E o ritual segue com o repartir do pão (ao final do último hino) após ter sido abençoado. Mas a benção também recai sobre o cálice de vinho (o suco de uva), que da mesma forma deverá ser abençoado antes de ser compartilhado com todos os participantes da Santa Ceia.

Como uma singularidade desse ritual, sabemos que ele é feito a partir de pequenos grupos. Uma bandeja com o pão abençoado é compartilhado com os participantes da ceia (as mulheres primeiro); e ao final de cada trecho de um hino, que deve lembrar a Santa Ceia do Cristo, um novo grupo recebe as honras de tomar do pão e do vinho novamente.

Os últimos a compartilhá-los deverão ser o ancião e os dois auxiliares; mas tudo isso em meio a uma sessão de louvores, gestos de exaltação, línguas estranhas, entre outras práticas que visam “louvar a Deus”, “mostrar como ele é grandioso, maravilhoso e onipotente” sobre todos os que fazem parte da sua criação.

Algumas das principais singularidades da CCB

1. O afastamento das outras denominações

Como não poderia ser diferente, algo que chama por demais a atenção na Congregação Cristão no Brasil é esse seu curioso afastamento das outras denominações evangélicas, até mesmo das que compartilham com ela a alcunha de “pentecostais”.

E a coisa é tão característica, que a igreja chega ao ponto de referir-se às demais congregações como “primos distantes”, muito por conta, na visão de alguns, do fato de ter desenvolvido um modo todo particular de executar os seus rituais bíblicos, privilegiando o “poder de inspiração” dos anciães em detrimento de qualquer forma de estudo ou crítica mais aprofundados das Escrituras.

2. A constituição dos seus líderes

Outra curiosidade sobre a CCB diz respeito ao modo como os seus líderes são escolhidos. Nada de longos estudos teológicos, formações acadêmicas, ou coisa que o valha! Lá o que vale mesmo é ser “revestido de dons espirituais do alto”, a fim de que que possam assumir as posições de anciães, diáconos e encarregados, e dessa forma estarem aptos a cuidar dos serviços da igreja, ministrar a palavra, evitar desordens, entre outras prerrogativas que são próprias das suas funções.

3. As relações de comando

As relações de comando, ou de poder, dentro da Congregação Cristão no Brasil, também são bastante peculiares. Basta saber que lá, pelo menos ao que se diz, não existe hierarquia, apenas e tão somente uma ascensão baseada na antiguidade do membro ou no nível dos seus “dons espirituais”.

Ademais, a característica essencial exigida para a liderança na igreja é o tempo de serviços prestados à congregação. Quanto mais velho for o membro, maiores serão as chances de ele exercer os principais postos de comando. E entre as principais razões para isso, está o objetivo de diminuir, radicalmente, os conflitos e disputas pelo poder no seio da igreja.

4. A condição da mulher

Na Congregação Cristão no Brasil a mulher vive em uma condição subalterna. Na verdade diríamos uma condição ambígua, já que se elas não têm autoridade para “falar como Deus” (como fazem os anciães da igreja), têm permissão para “falar com Deus” – apesar de não serem autorizadas a pregar no púlpito.

Porém o curioso é notar a participação delas nos momentos em que se manifestam os “dons de língua”. Curiosamente, o evento que define o pentecostalismo é justamente no que elas mais se destacam; nos momentos de “êxtases” espirituais durante os cultos; como uma das principais curiosidades dessa singular denominação cristã brasileira.

Principais aspectos da sua doutrina

Na busca por garantir uma certa uniformidade na doutrina da congregação, em especial no que diz respeito aos seus aspectos teológico-doutrinários, no ano de 1927 foi estabelecido o que convencionou-se chamar de “Pontos de Doutrina e da Fé” da Congregação Cristão no Brasil.

Esses pontos, ou 12 Articoli di Fede (em italiano), foram estabelecidos em uma Convenção da Igreja Cristã Italiana da América do Norte, ocorrida nos EUA; e eles resumem-se em:

1. Crença na totalidade da Bíblia Sagrada – Isso significa dizer que pouco espaço há para interpretações exóticas ou extravagantes das Escrituras. Elas constituem-se como uma “palavra infalível”, inspirada pelo Espírito Santo, reproduzida com perfeição pelos seus representantes na terra, e à qual nada deve ser acrescentado ou alterado;

2. Crença inabalável em um Deus único – Aqui estamos falando na crença em um ser real, com a consciência do Todo, responsável por toda a Criação, e que também abriga o Pai, o Filho e o Espírito Santo;

3. Crença em Jesus como Filho de Deus – É uma certeza de que Ele verdadeiramente veio à terra como a encarnação de Deus; “a palavra feita carne”; nascido de uma virgem, com uma trajetória sem pecado, duas naturezas (humana e divina), e com a missão de receber todos os pecados dos homens para libertá-los;

4. Crença no diabo como um ser real – O diabo, para a Congregação Cristã no Brasil, é um ser real, cercado por uma legião de espíritos malignos, cujo principal objetivo é corromper a espécie humana para levá-la até às chamas devoradoras do inferno;

5. Crença na salvação exclusivamente pela fé – Outra característica da congregação é a crença de que a salvação é uma dádiva concedida por Deus a todos que creem que o seu filho, Jesus Cristo, ressuscitou após ser crucificado como forma de vencer a morte e libertar todo aquele que nele crê;

6. Crença no Batismo – O Batismo nas águas (e por imersão) é uma das instituições mais caras no seio da Congregação Cristã. Por meio dele, o indivíduo passa a fazer parte (de forma objetiva) do corpo da igreja, sinalizando o respeito às suas tradições, tornando-se apto a receber o dom de línguas, e somente assim considerar-se salvo pela fé em Cristo;

7. Crença no Batismo no Espírito Santo – Nesse caso, significa o privilégio de receber do Espírito Santo o dom de “falar em línguas”, graças a um esforço próprio somado ao desejo particular de Deus em conceder a esse ou àquele tal poder;

8. Crença na Santa Ceia – O 8º Artigo de Fé da Congregação Cristã no Brasil diz respeito à obrigatoriedade da reprodução anual da Santa Ceia da qual participaram Jesus e os seus discípulos. Essa é uma outra instituição inegociável na congregação, como forma de a todo o tempo lembrar os atos e sacrifícios feitos pelo Cristo em sua passagem pela terra;

9. Crença na necessidade de abstenção – Uma das instituições do corpo doutrinário dessa congregação é a crença de que só agrada a Deus aquele que se abstém dos objetos sacrificados aos ídolos, como a fornicação, o sangue, a “carne sufocada”, entre outras proibições reveladas na Assembleia de Jerusalém;

10. Crença de que o Cristo tomou para si as nossas enfermidades – Tomar as nossas enfermidades significa afirmar, no seio da congregação, que não há doença física, mental ou espiritual que não possa ser curada pela fé em Cristo, bastando para isso que os presbíteros orem pelo doente em nome de Jesus, ungindo-o com o azeite abençoado por Ele;

11. Crença na volta de Jesus – Essa também é uma das principais crenças dentro da Congregação Cristã no Brasil. É a certeza de que aquele mesmo Jesus “descerá dos céus com alarido”, “falando a língua dos anjos”, “anunciado por meio de uma trombeta divina”, para fazer com que, primeiramente, ressuscitem aqueles que morreram em Cristo, enquanto os vivos são arrebatados com Ele até às nuvens;

12. Crença na ressureição dos mortos – Por fim, a crença de que os mortos, por ocasião do Juízo Final, ressuscitarão com os seus corpos carnais, tanto os que foram justos como os injustos, para que sejam julgados conforme as suas ações e sigam em direção à vida eterna ou ao tormento eterno, a depender das suas práticas.

Conclusão

A Congregação Cristã no Brasil Caracteriza-se por ser uma das denominações mais conservadoras no seio da comunidade pentecostal. Ela possui características bastante peculiares, entre elas, o caráter conservador da sua interpretação da Bíblia, sem margem para concessões relativas aos avanços da modernidade.

Apesar disso, ela vem estabelecendo-se como um dos corpos doutrinários mais sólidos entre as igrejas pentecostais. A cada dia que passa amplia os seus horizontes de forma inegável, espalhando-se pelos quatro cantos do país, quase sem nenhuma dissidência ou quaisquer polêmicas e controvérsias.

Na opinião de alguns estudiosos, entre as razões para tamanha solidez, está justamente o fato de ela fazer poucas concessões, reduzir os seus horizontes, desestimular a especulação e o exame, inibir as disputas por poder, só permitir uma liderança baseada na antiguidade e nos dons espirituais, entre outras características consideradas únicas no seio das comunidades evangélicas brasileiras.

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