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Cadastro único: atualização, consultas e inscrição fácil

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Você conhece o Cadastro Único? 

cadastro único

Como um sistema integrado de informações, o Cadastro único conta com integração a diversos programas de assistência social no país. Por isso, através dele o Governo Federal consegue identificar as famílias em situação de risco. 

Uma das ferramentas do sistema é registrar os brasileiros e fornecer o auxílio emergencial aqueles afetados pela pandemia mundial decorrente do coronavírus. Por isso, esse nome tem sido muito falado desde 2020. 

Porém, algumas pessoas ainda sentem dúvidas a respeito desse tema. Como, por exemplo, como saber se está cadastrado, como consultar o cadastro e muito mais. Por isso, criamos um compilado com todas as informações pertinentes sobre o tema. Confira!

Cadastro único: o que é?

O Cadastro Único é um sistema de cadastramento criado em 2001 pela Receita Federal através do decreto nº 3.887. O objetivo do registro é identificar quais as famílias brasileiras que se encontram em situação de pobreza através dos dados fornecidos pelos cidadãos. 

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Esse cadastro serve de apoio para as políticas públicas que visam melhorar a vida dos brasileiros. Dessa forma, conta com uma análise através dos dados fornecidos por todos os participantes do núcleo familiar.  Essas informações são a respeito das condições de moradia, condições do local onde moram e acesso a serviços públicos essenciais. 

A partir desses dados o governo consegue identificar quais as famílias que estão em situação de maior vulnerabilidade e necessidade. Nele se estende um aglomerado de programas sociais, tais como: 

E muitos outros benefícios disponibilizados através do Cadastro Único. Porém, contar com registro no sistema não significa direito aos programas sociais. Para determinar isso, existem diferentes órgãos que atuam em conjunto na análise das informações. 

Quem pode se inscrever? 

Para se inscrever no Cadastro Único é necessário ficar atento a alguns requisitos impostos pelo Governo Federal para determinar situações de pobreza e extrema pobreza na população brasileira. 

As famílias precisam contar com uma renda mensal de até 50% do valor do salário mínimo por pessoa que more na mesma residência. Isso se traduz em R$550 por pessoa para o ano de 2021.

Além disso, podem participar do Cadastro Único as famílias que somam até três vezes o valor do salário mínimo em conjunto, o que seria o máximo de R$3.300. Pessoas com renda superior a essa, só poderão se inscrever em situações excepcionais. 

Outro requisito para se inscrever é válido para pessoas que moram sozinhas ou que não possuem moradia. Famílias em situação de rua configuram extrema pobreza no sistema do Governo Federal e são aptas para inscrição. 

Dentro das condições informadas acima, é possível realizar o Cadastro Único. Ele reunirá as informações necessárias para determinar a vulnerabilidade do cidadão e de sua família. 

Como fazer para se inscrever no cadastro único? 

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Uma maneira de se inscrever no Cadastro Único é através das visitas periódicas de assistentes sociais. Elas vão até à residência de pessoas em situação de vulnerabilidade para realizar o cadastro. 

Contudo, existe outra forma de se cadastrar no sistema. Para isso, é necessário que as pessoas ou famílias que se encontram nas situações informadas acima compareçam a uma agência do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). 

Essas agências estão espalhadas em diversos bairros e cidades do país e é possível encontrar a mais próxima através do site do CRAS. Feito isso, é só se direcionar ao posto de atendimento mais próximo e solicitar o cadastro. 

De acordo com o site oficial do Cadastro Único, esse registro não pode ser feito através da internet. Dessa forma, as únicas formas de participar é através das visitas da assistência social ou comparecendo a uma agência do CRAS. 

Documentos necessários para fazer o cadastro único

Para realizar o Cadastro único é necessário que um responsável pela família maior de 16 anos e que more na mesma residência esteja presente. Ele irá responder às perguntas do formulário da assistência social. 

Além disso, é necessário ter em mãos os documentos de identificação pessoal como RG, CPF e Título de Eleitor. Caso essa família seja indígena, deve levar outros documentos como: certidão administrativa de nascimento do indígena ou certidão simples de nascimento. 

Confira a seguir a lista de documentos necessários para levar até o posto de atendimento do CRAS para solicitar o Cadastro Único: 

  • RG;
  • CPF;
  • CTPS – Carteira de trabalho;
  • Título de Eleitor; 
  • Certidão de nascimentos dos menores de idade sem RG;
  • Certidão de casamento ou união estável;
  • RANI –  certidão administrativa de nascimento do indígena (em casos de famílias indígenas); 
  • Comprovante de endereço através de uma conta de serviços essenciais como: água, luz ou telefone.

O comprovante de residência é o único documento da lista que não é obrigatório apresentar. Contudo, é importante considerar levar o documento que facilita o preenchimento do endereço da família. 

Estou no cadastro único? Descubra

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Algumas famílias, durante a pandemia, temem ter que se dirigir até um posto de atendimento presencial para descobrir se estão inseridas no registro do sistema e em como obter essa informação.

Existem diferentes maneiras de consultar o Cadastro Único e descobrir se está inscrito. Conheça as opções e como acessar cada uma delas. Confira!

Através do Site 

A boa notícia, é que não é preciso sair de casa para descobrir se está cadastrado. Para isso, basta acessar o site do Governo Federal. Através dele as famílias conseguem realizar a consulta de seu registro no sistema. 

A página irá solicitar alguns dados: nome, data de nascimento, cidade, estado e o nome completo da mãe. É importante frisar que as informações precisam estar conforme inscritas no CPF, qualquer divergência dificulta o acesso. 

Em seguida, basta clicar no ícone em azul escrito “Emitir Certidão”. Dessa forma, caso a pessoa ou família esteja inscrita, a tela irá redirecionar para a confirmação com os dados informados. 

Para emitir documentos e observar as informações fornecidas ou os indivíduos cadastrados com a família, basta clicar no ícone sob o número do NIS no canto superior esquerdo da tela. 

Através do Aplicativo Cadastro Único

O que poucas pessoas sabem, é que dá para consultar a inscrição no cadastro único através do aplicativo. Disponível para dispositivos móveis Android ou IOS, basta baixar o APP “Meu CadÚnico” na loja. 

Após instalado, basta clicar no ícone “entrar” na tela inicial de consulta de certidão. Será solicitado os mesmos dados do site e o indivíduo terá que preencher conforme consta nos documentos oficiais. 

Consulta Cadastro único pelo CPF

Além disso, é possível consultar o cadastro através do telefone 0800 707 2003. A ligação para este número é isenta de qualquer taxa e gratuita. Ao ligar, basta selecionar a opção 5 da URA para ser direcionado a central de informações correta que exige apenas o número do CPF. 

Também é possível consultar informações sobre o Programa Bolsa Família através desse telefone, como, por exemplo, calendário de pagamentos e valores a receber. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira das 7 às 19 horas, ou aos finais de semana e feriados entre às 10 e 16 horas. 

Cadastro único: faça pela internet de forma simples

O cadastro Único não pode ser feito através da internet. Portanto, ainda não existe nenhum portal online que permita esse tipo de registro.

Por mais que o período seja de pandemia e existam recomendações para restringir a participação em aglomerações e ficar em casa sempre que possível durante as vacinações da COVID-19, ainda não é possível fazer parte do cadastro virtualmente. 

Isso porque os assistentes sociais precisam do contato com a família para entender a situação familiar, o estado de vulnerabilidade dos integrantes e as condições financeiras em um quadro geral. 

Além disso, em alguns postos do CRAS é fornecido cestas básicas para as famílias em estado de extrema pobreza que podem, mediante cadastro, retirar pessoalmente nas agências autorizadas. 

Aplicar o formulário

Um dos motivos da consulta do Cadastro único não ser realizada através da internet, é devido à aplicação de formulários, que são realizados nas agências do CRAS pela assistência social. 

Nesses formulários constam questões como condições de moradia, zona de risco, aparelhos domésticos em domicílio, renda familiar por pessoa que mora na residência, tratamento de esgoto e outras assistências essenciais e muito mais. 

Por isso, os assistentes conversam com a família para compreender a real situação daquele núcleo familiar. Além disso, é possível haver visitas da assistência social no endereço informado no CRAS para que eles avaliem a situação. 

Pode parecer invasivo, mas é a forma que o sistema encontrou de evitar fraudes no cadastro único por parte de pessoas e famílias que não precisam daquela renda, que pode ser direcionada para outros lares. 

Consultar cadastro único

Os meios de consulta do cadastro único são através do site, aplicativo ou telefone. Nas opções online é possível analisar diversas informações na certidão do registro no sistema do Governo Federal. 

Quando preenchidos os dados necessários na página de consulta, a tela será redirecionada para o acesso às informações do cidadão. Aparecerá um ícone no canto esquerdo da tela, logo abaixo da numeração do NIS. 

Ao clicar, o cidadão será direcionado para a certidão do Cadastro Único. Nessa certidão contêm o comprovante de cadastramento com dados como nome do solicitante, renda por família, integrantes da família cadastrados, responsável familiar e outros mais. 

Além disso, na certidão é possível verificar uma chave de segurança para a autenticidade das informações. Essa chave pode ser requerida em algum processo de atualização de cadastro quando em agências físicas. 

Cadastro único: Bolsa Família Consulta

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Através do Cadastro Único é possível analisar as condições familiares para compreender quais núcleos são elegíveis para determinados programas sociais. Um desses programas é o Bolsa Família. 

Entenda como funciona o programa social do Governo Federal e sua relação com o Cadastro Único. Confira!

O que é? 

O programa Bolsa Família surgiu como medida provisória em 2003 e se tornou lei em 2004 através do decreto N° 10.836. Inicialmente, esse programa surgiu como uma unificação de outros programas sociais existentes. 

Como uma forma de transferência de renda do Governo Federal, a medida social unificou os programas: bolsa escola, renda mínima, auxílio gás e fome zero. Dessa forma as famílias obtêm uma renda unificada para garantir a manutenção do núcleo familiar. 

Esse benefício é concedido às famílias com renda de R$89 por integrante familiar que compartilhe a mesma residência. O foco do programa é quebrar o ciclo de extrema pobreza no país e auxiliar na assistência aos padrões de vida dos brasileiros.

Como consultar? 

Para ter direito ao Programa Bolsa Família, é necessário estar inscrito no Cadastro Único e atender aos valores de renda familiar de R$89 por integrante que viva na residência. Para isso, é preciso o comparecimento ao CRAS com os documentos necessários para realizar o cadastro e solicitar o benefício.

Uma vez beneficiário do programa do Governo Federal, é emitido um número de identificação social que serve para consultar o benefício. Comumente chamado pela sigla NIS, a numeração é de extrema importância, única e intransferível. 

Para consultar o benefício, existem diversos meios online que permitem o acesso. Como, por exemplo, através do site oficial da Caixa Econômica Federal ou através do aplicativo do Bolsa Família, disponível para download em dispositivos móveis Android ou IOS. 

Em ambos os meios é possível consultar o benefício através do número do CPF ou NIS. Também existe a possibilidade de realizar consultas através do telefone 0800 707 2003. 

Como atualizar o cadastro 

Qualquer atualização no cadastro único deve ser feita diretamente nas agências do CRAS. Para isso, é necessário entrar no site do posto de atendimento presencial e reservar data e horário de comparecimento. 

Essa medida foi implementada devido à pandemia decorrente da COVID-19. É uma tentativa de conter o número de pessoas nas agências e evitar a aglomeração desnecessária em tempos de crise sanitária. 

Cadastro único: Auxílio emergencial 

Através do Cadastro Único também é possível a inclusão de cidadãos no Programa Auxílio Emergencial. O intuito do benefício é auxiliar as famílias diretamente afetadas pela pandemia do coronavírus. 

Entenda o que é o Auxílio Emergencial, os requisitos para se tornar um beneficiário e como consultar calendários de pagamentos, cadastro e muito mais. Confira!

O que é?

Com objetivo de reduzir os impactos econômicos gerados a partir da crise sanitária global da COVID-19, o Auxílio Emergencial foi a medida instituída pela lei N°13.982/2020 para auxiliar as famílias afetadas pela crise. 

Dessa forma, o Governo Federal estabeleceu o repasse de R$600, inicialmente por três meses e atualmente sem prazo determinado, para diferentes perfis de trabalhadores. O programa é destinado para trabalhadores informais, pessoas de baixa renda, contribuintes individuais do INSS e microempreendedores. 

O Auxílio Emergencial começou a ser pago no valor de R$600 por família ou R$1.200 em caso de mães solteiras, em abril de 2020. Dessa forma, o programa repassou o valor estimado de R$322 bilhões naquele ano. 

Prorrogado por mais 4 meses em 2021, o benefício ainda não conta com prazos determinados. Contudo, os valores foram alterados com a justificativa de não falir os cofres públicos. Agora, o pagamento é feito no valor de R$150 para pessoas solteiras, R$250 para famílias ou R$375 em casos de mães solteiras e chefes da casa. 

Como participar 

Para realizar o requerimento do programa social Auxílio Emergencial é necessário que, primeiramente, o cidadão esteja cadastrado no Cadastro Único. Dessa forma é possível que os órgãos públicos verifiquem a necessidade familiar.

Além disso, em abril de 2020 surgiu o aplicativo Caixa Auxílio Emergencial que tinha como foco o cadastramento individual ou familiar para requerer o benefício. Dessa forma, houveram milhares de acessos simultâneos na plataforma para realizar a solicitação. 

Contudo, a partir de junho do mesmo ano, as agências dos Correios também contaram com habilitação para auxiliar, de forma presencial, todos os cidadãos que tinham dificuldades com acesso a solicitação do auxílio através do aplicativo oficial. 

Regras para receber 

Para ter direito ao auxílio é necessário cumprir alguns requisitos. Não são todas famílias que contam com direito ao benefício e possuir registro no Cadastro Único não significa que a pessoa irá participar do programa automaticamente. 

Confira as regras para participar do programa em 2021

  • Não possuir emprego formal. Ou seja, assinatura em carteira de trabalho; 
  • Ter mais de 18 anos; 
  • É possível apenas um pagamento por família; 
  • Renda total familiar de até 3 salários mínimos; 
  • Renda por integrante familiar de até R$550. Ou seja, meio salário mínimo (com limite de valor em R$3.300 por família).

Também existem algumas exclusões do Auxílio Emergencial. Para participar do programa a família não pode possuir bens com valor superior a 300 mil reais. Além disso, médicos e estagiários também contaram com a exclusão do grupo elegível. 

O trabalhador beneficiário de qualquer outro programa social, exceto Bolsa Família e Abono Salarial, também foram excluídos da lista dos possíveis participantes do programa social. 

Auxílio Emergencial e Bolsa Família no Cadastro Único 

Ambos os benefícios contam como base o sistema Cadastro único para avaliar as condições do núcleo familiar. Dessa forma aconteceu a integração dos programas de modo a reduzir custos e auxiliar o cidadão. 

Todos aqueles beneficiados pelo Programa Bolsa Família contam com direito ao Auxílio Emergencial. Porém, não é possível receber os dois valores ou contar com os dois benefícios em simultâneo. 

Dessa forma, os indivíduos beneficiados através dos dois programas têm a restrição de um deles. Por isso, é possível manter apenas o maior valor. Sendo assim, a maioria dos brasileiros teve o benefício Bolsa Família cancelado durante a pandemia e enquanto recebiam o Auxílio Emergencial. 

Como consultar

Para consultar o Auxílio Emergencial através do site oficial clicando aqui. Dessa forma, através deles é possível verificar calendário e valores  do benefício. Além disso, a página pede a confirmação de alguns dados como: nome completo, nome da mãe, data de nascimento e número do CPF. 

Após informar os dados solicitados, a página mostrará todas as informações do benefício. Dessa forma, é possível verificar dados das revisões de perfil, valores disponíveis e futuras análises do candidato. 

Além disso, neste site os cidadãos conseguem identificar o motivo do cancelamento, caso ocorra, e solicitar a revisão ou realizar a contestação. Nele também estão disponíveis as regras em que o cidadão está apto ou inapto para o recebimento. 

Como atualizar o cadastro 

Não é possível atualizar o cadastro para o Auxílio Emergencial. Isso porque, no início do ano de 2021 aconteceu o decreto do presidente da república que apenas os cidadãos que tiveram o cadastro atualizado até dezembro de 2020 poderiam receber a nova remessa do benefício. 

Dessa forma, mesmo que o cidadão conte com dispensa do serviço no ano de 2021, ele não contará com a possibilidade de recorrer ao Auxílio Emergencial. Além disso, a nova remessa conta com atualização de dados recorrente por parte do Governo Federal. 

Por isso, qualquer beneficiário que inicie um emprego formal durante a pandemia perde, quase que imediatamente, o direito ao benefício. Contudo, é possível contestar e solicitar revisão através do site oficial do programa.

Neste caso, se o cidadão era beneficiário do Auxílio Emergencial, começou a trabalhar e perdeu o direito, mas foi mandado embora na sequência, existe revisão. Dessa forma, basta aguardar a data do cancelamento do próximo pagamento. 

Além disso, após cancelado o pagamento, a pessoa conta com 10 dias corridos para contestar o cancelamento e solicitar uma revisão do benefício. Dessa forma, basta acessar o site e clicar sobre a parcela cancelada.  

Cadastro Único e Poupança Social Digital 

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Com a integração dos programas sociais no Cadastro Único e a junção do auxílio emergencial com o programa bolsa família, a Caixa Econômica Federal criou o aplicativo Caixa Tem. 

Confira as integrações da conta social digital da Caixa Econômica Federal e os programas sociais do Governo Federal. 

Auxílio Emergencial e Caixa Tem 

Inicialmente o programa pretendia fornecer uma conta poupança para o recebimento do benefício do Auxílio emergencial durante a pandemia do coronavírus. Já que nem toda a população contava com uma conta ativa no banco da Caixa Econômica, criaram uma conta social digital para o recebimento do benefício. 

Dessa forma o Governo Federal e a agência bancária conseguiram reduzir as filas e aglomerações nos postos de atendimento presencial, já que através da conta social digital é possível realizar transferências, pagar contas e colocar créditos no celular. 

Bolsa família e Caixa Tem 

Além disso, dá para conferir número do NIS e andamento do Programa Bolsa família através do aplicativo Caixa Tem. Outras funções disponibilizadas contam com calendário de pagamentos, valores e muito mais.

Antes da conta social digital os beneficiários do programa recebiam um cartão exclusivo do Bolsa Família para utilização na função débito. Porém, desde março de 2021 o benefício conta com depósito diretamente na conta do Caixa Tem. 

Uma conta poupança funcional 

A conta social digital da Caixa surgiu para a maioria da população, decorrente da pandemia.  Com isso, a rede bancária optou por tornar esta uma conta poupança totalmente funcional. 

Não somente para recebimento do Programa Bolsa Família ou Auxílio Emergencial, na conta social digital é possível realizar a maioria das transações bancárias feitas em qualquer conta digital. 

Dessa forma, o cidadão tem à disposição as funções de transferência de dinheiro, pagamento de contas através do código de barras ou leitura digital, PIX, crédito no celular e muito mais. 

Leia também: Consulta CPF de forma simples e rápida com 1 click

Falhas no APP 

O aplicativo integrado ao Cadastro Único e a Caixa Econômica Federal, Caixa Tem, conta com diversas falhas desde sua inauguração. No início da pandemia, o requerimento do Auxílio Emergencial contava com através o aplicativo Caixa Tem, e nessa fase o aplicativo demonstrou muita instabilidade. 

Contudo, de lá para cá, tem passado por diversas atualizações e melhorias e hoje possui um acesso tranquilo, embora exigente. Isso porque, para acessar o APP é necessário fornecer CPF e senha, além de provar que não é uma máquina através de teste simples. 

Até esse ponto a conta social digital age conforme qualquer outra conta bancária online. Porém, para sacar o dinheiro é necessário gerar um código. Esse código serve para manter a segurança do usuário, mas é um processo um pouco burocrático. 

Além disso, caso o correntista perca o celular ou esqueça a senha, será necessário ir pessoalmente a uma agência bancária para atualizar as informações. Além disso, é necessário possuir xérox de RG e CPF para qualquer alteração referente aos dados da conta. 

Embora o intuito da agência bancária seja manter a segurança das informações de seus clientes, esses processos são burocráticos. Dessa forma impedem alguns usuários de confiarem na conta para outras atividades financeiras além do recebimento dos benefícios de programas sociais. 

Atualizar Meu cadastro único

A atualização do Cadastro Único não pode ser feita através da internet, telefone ou aplicativos. Para isso, os cidadãos precisam comparecer presencialmente nos postos de atendimento do Centro de Referência de Assistência Social CRAS. 

Para isso é necessário comparecer com documentos em mãos como: RG e CPF de todos os integrantes da família que moram na mesma residência, certidão de nascimento dos integrantes familiares que não possuam RG e sejam menores de idade, carteira de trabalho e comprovantes de residência. 

Não é obrigatório, mas é importante levar uma declaração escolar dos menores em idade escolar de 2 a 17 anos. Dessa forma, podendo obter informações mais completas e sendo integrado com outros benefícios escolares. Como, exemplo, cesta básica e leite para crianças carentes. 

Agendamento 

Devido à pandemia por conta da Covid-19, para atualizar o Cadastro Único no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), é necessário realizar o agendamento online antes de comparecer. 

Essa medida garante a não propagação do vírus, mesmo em tempos de vacinação. Além disso, marcando data e horário para o comparecimento o cidadão garante agilidade no local, evita enfrentar filas e otimiza o tempo de atendimento. 

Como agendar atualização Cadastro único 

O agendamento para atualização no Cadastro Único pode ser feito através do site da prefeitura. Nele é possível agendar, imprimir protocolo ou cancelar agendamentos com antecedência. 

Também é possível efetuar o agendamento através do telefone do CRAS mais próximo. Para isso, basta identificar o posto de atendimento presencial da região, ligar e solicitar o agendamento do atendimento.  

É importante frisar que 17 programas sociais estão atrelados ao Cadastro único. Dessa forma, não é preciso fazer agendamentos em cada serviço que deseja participar. Para isso, basta agendar um, e na agência do CRAS, informar ao assistente social o interesse em outros programas. 

Cancelamento de solicitação 

Através do mesmo site é possível realizar o cancelamento do agendamento realizado. Contudo, qualquer um dos serviços são totalmente gratuitos e não contam com qualquer taxa ou multa para agendar ou cancelar atendimento. 

Realizar o cancelamento é importante, pois cede o lugar na fila para outra pessoa. Dessa forma a otimização do tempo de espera garante o atendimento de mais pessoas na agência. 

Porém, a instrução da prefeitura requer que qualquer alteração em data e horário de atendimento, bem como motivo da solicitação ou cancelamento, respeitem a realização com, pelo menos, 3 dias de antecedência. 

Horário de funcionamento 

Para realizar a atualização ou solicitação de inscrição no Cadastro Único através do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é preciso se atentar aos horários de atendimento dos postos presenciais. 

Para isso, é necessário saber que as agências funcionam 40 horas semanais. Com isso, as horas se dividem entre cinco dias durante a semana. Por todo esse período é necessário que haja uma equipe atuante no local para atender a população. 

Dessa forma, o CRAS funciona de segunda a sexta-feira, 8 horas por dia. Porém, o horário da unidade pode variar de acordo com a região atuante. Geralmente ficam entre as 9 e 18 horas, mas é importante verificar antes. 

De qualquer forma, no momento do agendamento, só haverão datas e horários disponíveis conforme o funcionamento da unidade. Por isso, é importante identificar a agência mais próxima para não haver imprevistos. A tolerância é de até 10 minutos de atraso, sendo recomendado chegar ao menos 15 minutos com antecedência. 

Cadastro Único: faz sentido para a população? 

Criado desde 2001, o sistema de integração de informações do Cadastro Único nunca foi tão eficaz e necessário quanto durante a pandemia do coronavírus. Nesse momento de crise econômica, crise sanitária e fragilidade, o sistema se mostrou eficiente e importante. 

Isso porque, a integração das informações facilitou a vida de muitos cidadãos que, para participar de programas sociais, não têm a necessidade de procurar individualmente cada setor, cada recurso e cada auxílio. 

Agora, através das informações levantadas no sistema integrado de solicitações e programas sociais, os trabalhadores formais e informais, bem como os desempregados em situação de fragilidade, conseguem acesso mais eficaz aos recursos do Governo Federal. 

Leia também: Auxílio emergencial: quais os requisitos e calendário 2021

 

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