Quanto vale troféu Copa do Mundo 2026 é uma pergunta que costuma surgir sempre que a competição se aproxima da decisão. Afinal, o objeto mais desejado do futebol mundial não chama atenção apenas pelo significado esportivo. Ele também impressiona pelos materiais utilizados em sua fabricação, pela história que carrega e pelo valor financeiro estimado.
Ao longo das décadas, o troféu da Copa do Mundo se tornou um dos símbolos mais reconhecidos do planeta. Basta uma imagem dele para que qualquer pessoa associe imediatamente ao maior torneio de futebol do mundo.
Mas existe um detalhe que muitos torcedores desconhecem: a taça erguida pelo campeão não permanece com a seleção vencedora. A peça original retorna para a sede da FIFA após a cerimônia oficial.
Neste artigo, você vai descobrir como o troféu é produzido, quanto ele vale, por que a FIFA protege a peça original com tanto cuidado e quais histórias curiosas ajudaram a transformar a taça em uma verdadeira lenda do esporte.
Como é feito o troféu da Copa do Mundo?
O atual troféu da Copa do Mundo foi apresentado em 1974. Ele substituiu a antiga Taça Jules Rimet e passou a representar uma nova era para o torneio.
O design foi criado pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga. Sua proposta retrata duas figuras humanas sustentando o planeta Terra. A ideia era simbolizar a conquista máxima do futebol mundial.
Segundo as especificações divulgadas pela FIFA, o troféu possui:
- 36,8 centímetros de altura;
- 13 centímetros de diâmetro na base;
- 6,175 quilos de peso;
- 3 quilos de ouro maciço de 18 quilates;
- dois anéis de malaquita verde na base.
Embora muita gente imagine que a peça seja totalmente feita de ouro, isso não acontece. O troféu utiliza ouro maciço em sua estrutura principal, mas também conta com outros materiais que ajudam na composição da obra. O resultado é uma peça única. Não existe outra igual no mundo.
Quanto vale o troféu da Copa do Mundo 2026?
Especialistas do mercado de metais preciosos estimam que a taça tenha um valor aproximado de US$ 300 mil. Na cotação atual, isso representa algo próximo de R$ 1,5 milhão.
No entanto, esse número considera principalmente os materiais empregados na fabricação. Quando se leva em conta sua importância histórica, cultural e esportiva, o valor se torna praticamente impossível de calcular. Afinal, estamos falando do principal símbolo do esporte mais popular do planeta.
Por esse motivo, a FIFA trata o troféu como um patrimônio histórico. Seu transporte segue protocolos rígidos de segurança e apenas pessoas autorizadas podem manuseá-lo.
O campeão fica com a taça original?
Não. Essa é uma das curiosidades mais surpreendentes da Copa do Mundo. Até a edição de 2006, o país campeão podia manter o troféu original em exibição durante parte do ciclo até a próxima Copa.
A partir da Copa da Alemanha, a FIFA alterou as regras. Hoje, a seleção vencedora recebe a taça original apenas durante a cerimônia de premiação e para as fotos oficiais no gramado.
Depois disso, o troféu retorna para a sede da entidade na Suíça. O campeão leva para casa uma réplica oficial conhecida como “Winners Trophy”.
Essa versão é produzida especialmente para a seleção campeã e passa a integrar o acervo da federação nacional vencedora. A mudança foi motivada principalmente por questões de preservação e segurança.
Por que a FIFA protege tanto o troféu?
A resposta está na história. Antes da atual taça, a Copa do Mundo premiava os campeões com a Jules Rimet. O troféu homenageava o dirigente francês responsável pela criação do torneio e trazia a imagem de Niké, a deusa grega da vitória.
Ao longo dos anos, a Jules Rimet acumulou episódios dignos de roteiro de cinema. O caso mais famoso aconteceu em 1966, quando a Copa do Mundo seria realizada na Inglaterra. Durante uma exposição pública, a taça desapareceu.
A polícia britânica iniciou uma enorme operação de busca. O troféu só foi encontrado oito dias depois graças a um cachorro chamado Pickles. Durante um passeio, o animal encontrou um pacote escondido sob jornais próximo a uma árvore. Dentro dele estava a taça. O episódio transformou Pickles em uma celebridade nacional.
O que aconteceu com a Taça Jules Rimet?
A história da antiga taça ganhou outro capítulo envolvendo o Brasil. Em 1970, a Seleção Brasileira conquistou seu terceiro título mundial. Pelas regras da época, o país que vencesse três Copas ficaria definitivamente com a Jules Rimet.
Assim, o troféu passou a integrar o patrimônio da Confederação Brasileira de Futebol. Mas a história teve um desfecho triste.
Em dezembro de 1983, a taça foi roubada da sede da CBF no Rio de Janeiro. As investigações identificaram suspeitos e prenderam envolvidos no crime.
Mesmo assim, o troféu nunca foi recuperado. A versão oficialmente aceita pelas autoridades afirma que a peça foi derretida para venda do ouro. Até hoje, porém, o desaparecimento continua cercado por mistérios. Esse episódio reforçou a preocupação da FIFA com a proteção do atual troféu.
Quantas versões da taça existem?
A taça original é única. Ela possui gravados em sua base os nomes de todos os campeões desde 1974. Além dela, existem algumas versões autorizadas.
A principal é justamente a réplica entregue ao campeão. Também existem miniaturas licenciadas pela FIFA disponíveis para colecionadores. Essas peças reproduzem os detalhes do troféu oficial em diferentes tamanhos.
Na loja oficial da entidade, os torcedores encontram réplicas da atual taça e até versões inspiradas na histórica Jules Rimet. Naturalmente, elas não utilizam ouro maciço nem os materiais presentes na peça original. Ainda assim, fazem sucesso entre colecionadores e apaixonados por futebol.
A curiosa história da Copa levantada por Messi
A final da Copa do Mundo de 2022 gerou uma situação bastante curiosa. Após a vitória da Argentina sobre a França, o mundo inteiro viu Lionel Messi levantar uma taça durante as comemorações no gramado.
Muitos imaginaram que aquela era a peça original da FIFA. Na realidade, não. Durante a festa dos jogadores argentinos, uma réplica levada por torcedores acabou chegando às mãos dos atletas.
Assim, naquela noite histórica, havia três versões da Copa circulando pelo estádio:
- a taça original da FIFA;
- a réplica oficial entregue ao campeão;
- uma réplica levada por torcedores argentinos.
A imagem se tornou um dos registros mais famosos da história recente do futebol.
Mais do que uma recompensa, a taça simboliza décadas de tradição, conquistas inesquecíveis e o sonho compartilhado por todas as seleções que entram em campo.
Em 2026, apenas um capitão terá o privilégio de levantá-la. Ainda que por alguns minutos, será o suficiente para entrar para a história do futebol.
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