Tem quem jogue. Tem quem apite. Tem quem organize. Mas o futebol, em qualquer versão — seja no campo, no futsal ou no society — também vive de quem assiste. O torcedor não entra em campo, mas sua presença pesa. Ele vibra, sofre, cobra, empurra, silencia e explode.
E mesmo que cada torcida tenha seu jeito, existe algo curioso que se repete em qualquer lugar onde a bola rola: os tipos de torcedor. Aqueles perfis clássicos, facilmente reconhecíveis. Basta um gol mal anulado, uma substituição estranha ou um atacante isolado para que eles se revelem.
Neste texto, listamos 12 tipos de torcedor que você certamente já viu. Alguns dividem arquibancadas de estádios gigantes. Outros, bancos de praça em peladas de domingo. Mas todos compartilham algo em comum: o amor pelo jogo — mesmo que expressem isso de formas muito diferentes.
Será que você se reconhece em algum deles?
1. O comentarista de replay
Ele assiste ao jogo como se estivesse narrando para um público invisível. Cada lance vem com análise técnica. Ele fala do esquema tático, critica a movimentação sem bola e, claro, questiona a escalação inicial. Comenta cada replay como se estivesse ao lado do técnico. Às vezes, até mais convincente do que ele.
📌 No campo ou na quadra, ele sempre acha que viu algo que ninguém viu. E explica. Com detalhes.
2. O que já sabia
Esse tipo é direto: ele já tinha previsto tudo. Antes do jogo começar, já alertava que aquele lateral era fraco. Que o técnico ia errar. Que o gol viria daquele atacante. E mesmo que esteja errado, encontra um jeito de justificar: “Não falei?”.
📌 Ele não torce — ele confirma teses.
3. O desesperado otimista
O time está perdendo de 3 a 0, mas ele acredita. Aos 89 minutos, com um jogador a menos, ainda grita: “Dá! É só fazer um agora que eles se perdem!”. Ele se recusa a aceitar que o jogo pode estar perdido. E, quando o time empata, não perdoa: “Eu disse!”
📌 É o último a desistir. E o primeiro a comemorar como se fosse final.
4. O que grita sozinho
Em qualquer parte da arquibancada — ou até em jogos de society entre amigos — sempre tem alguém que grita o tempo inteiro. Cobra, incentiva, xinga, conversa com o juiz, dá bronca no zagueiro. Às vezes parece que está em outro jogo, porque ninguém responde. Mas ele segue.
📌 É barulho garantido, mesmo quando o time está mudo.
5. O do rádio no ouvido (ou app na mão)
Antigamente, era aquele torcedor com fone no ouvido, ouvindo a narração no radinho de pilha. Hoje, é o que assiste com o app aberto. Acompanha estatísticas, vê lances de outros jogos e já sabe quem fez gol antes do grito da torcida.
📌 Ele antecipa o que vai acontecer. E atualiza os outros. Sempre.
6. O que foi só pela resenha
Ele está ali pelo ambiente. Mal sabe o nome dos jogadores. Comenta o uniforme, ri dos gritos da torcida e aproveita o intervalo para comprar o terceiro refrigerante. Mas quando sai gol, é um dos que mais grita. Porque, afinal, o que importa é estar no meio da festa.
📌 Não entende o impedimento, mas entende a alegria de estar ali.
7. O supersticioso
Esse tipo tem seus próprios rituais. Só usa a mesma camisa quando o time vence. Só senta no mesmo lugar. Não troca de canal no intervalo, não tira o boné. E quando o time está perdendo, ele diz: “alguém aqui fez algo errado”.
📌 Para ele, o resultado depende menos do jogo e mais da energia certa.
8. O que sabe tudo do clube
Ele conhece a história, os títulos, os elencos passados, as dívidas, o número de sócios, os bastidores da diretoria. Sabe os detalhes da base, os resultados do sub-17 e já tem opinião formada sobre a nova promessa.
📌 É o banco de dados humano do clube. Sempre pronto com uma estatística.
9. O do “esse juiz é um absurdo!”
Independentemente do placar, do adversário ou do lance, ele tem certeza: a culpa é do árbitro. Não aceita marcações contra o time. Vê pênalti em qualquer disputa na área. E quando o time perde, já tem o discurso pronto: “com esse juiz aí, não tem como”.
📌 Costuma repetir o nome do árbitro como se fosse uma maldição.
10. O técnico da arquibancada
Ele vê o jogo de cima — literalmente. E acha que do lugar onde está, tem mais visão que o treinador. Cobra substituição, reposiciona os jogadores com gritos e questiona cada decisão do banco. Se o time vence, ele diz que teria feito igual. Se perde, diz que teria feito melhor.
📌 Se pudesse, entraria com uma prancheta.
11. O calado nervoso
Ele mal fala durante o jogo. Só observa. Tenso. Rói unha, cruza os braços, às vezes levanta sozinho no meio do lance. Mas não xinga, não grita. Quando sai o gol, ele se solta. E quando o time perde, ele suspira, balança a cabeça e vai embora em silêncio.
📌 Não precisa falar. O rosto dele mostra tudo.
12. O que transforma tudo em final
Amistoso, pelada entre amigos ou rodada qualquer do campeonato. Para ele, tudo é decisão. Vibra, se emociona, discute, comemora como se fosse Libertadores. E, no fim, trata o jogo com a mesma intensidade — mesmo que seja um empate sem graça numa terça-feira à noite.
📌 Se o jogo é com bola, para ele é coisa séria.
Todo jogo tem um de cada
A graça do futebol também está fora das quatro linhas. Em quem assiste, interpreta, vibra e sofre de jeitos diferentes. O jogo ganha vida quando encontra esses personagens na arquibancada, no sofá ou à beira da quadra. Cada um torce à sua maneira, mas todos estão unidos por um sentimento em comum: a vontade de ver a bola entrar.
Não importa se o jogo é no campo, no salão ou no society. Se é Copa do Mundo ou jogo do bairro. Se tem juiz ou se é no grito. O futebol é feito de quem joga — mas também de quem acompanha. E, entre tantos tipos de torcedor, sempre tem um que é você.
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