7 tendências para a contabilidade em 2026

Quais tendências da contabilidade merecem atenção em 2026? Automatização, inteligência artificial, ESG e mudanças tributárias estão moldando a rotina de escritórios e profissionais. Veja as principais transformações previstas e por que elas não são apenas modismos, mas reflexos concretos das novas exigências do mercado.
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As tendências da contabilidade para 2026 já mostram que o setor está longe de ser estático. A transformação digital, a atualização constante das normas fiscais e o avanço da inteligência artificial estão mudando a forma como contadores atuam.

De acordo com o Relatório do CFC (Conselho Federal de Contabilidade), a profissão está em plena reconfiguração: a contabilidade tradicional cede espaço à análise estratégica, à automatização e ao foco em compliance.

Pensando nisso, reunimos 7 mudanças relevantes previstas para o setor contábil em 2026. São tendências sustentadas por dados, movimentos do mercado e novas legislações — e que já começaram a impactar empresas e profissionais da área.

1. Automatização inteligente da escrituração e da folha

A automação de rotinas já é realidade, mas em 2026 ela será mais inteligente e menos operacional. Plataformas que usam RPA (Robotic Process Automation) e inteligência artificial devem ser cada vez mais integradas à contabilidade.

A tendência é que a escrituração contábil, a geração de guias e o fechamento da folha de pagamento ocorram de forma automática, com intervenção mínima do profissional.

O papel do contador, portanto, passa a ser o de revisar, interpretar e validar dados — em vez de executá-los manualmente.

2. Inteligência Artificial no planejamento tributário

A IA deve ser aplicada não só para automatizar processos, mas também para apoiar decisões mais estratégicas. Em 2026, sistemas inteligentes serão usados para:

  • Analisar cenários fiscais com base em dados históricos e projeções;
  • Sugerir regimes tributários mais vantajosos;
  • Reduzir riscos de autuações por meio de cruzamentos automatizados com obrigações acessórias.

Exemplo: softwares com IA serão capazes de identificar inconsistências em SPEDs ou DCTFs antes do envio, evitando multas e retrabalhos.

Empresas que lidam com múltiplos CNPJs, filiais ou regimes especiais terão nesse tipo de ferramenta um aliado indispensável.

3. Conformidade com o novo sistema tributário

A Reforma Tributária (EC 132/2023) e os projetos complementares que regulamentam o IBS e a CBS vão transformar o modelo de apuração. A partir de 2026, boa parte das empresas já deverá operar sob o novo sistema.

A contabilidade terá papel fundamental na adaptação:

  • Mapear corretamente os créditos de IBS e CBS;
  • Aplicar alíquotas conforme a legislação local e setorial;
  • Garantir o compliance das obrigações acessórias, que devem ser remodeladas.

O PLP 108/2024, por exemplo, já prevê mudanças na escrituração fiscal e nas regras de crédito para prestadores de serviço. O contador, nesse contexto, será ainda mais estratégico.

4. ESG e relatórios de sustentabilidade

O pilar “G” do ESG (Governança) sempre teve ligação com a contabilidade, mas agora há exigências concretas:

  • A partir de 2026, grandes empresas brasileiras precisarão apresentar relatórios de sustentabilidade nos moldes da IFRS S1 e S2, criadas pelo ISSB (International Sustainability Standards Board);
  • O Brasil deve seguir o mesmo caminho da União Europeia, que já obriga o reporte ESG com base em dados auditáveis e padronizados.

Isso coloca os profissionais contábeis no centro da produção desses relatórios. Será necessário cruzar dados financeiros com indicadores ambientais e sociais — usando bases confiáveis, com rastreabilidade e integridade.

5. Contabilidade consultiva em alta

A contabilidade como serviço consultivo é uma tendência que só se fortalece. Em vez de focar apenas nas obrigações legais, os escritórios se tornam parceiros de gestão.

Essa mudança responde à demanda crescente de pequenos e médios empresários que buscam:

  • Orientações sobre fluxo de caixa, margens e precificação;
  • Análises financeiras periódicas e projeções;
  • Apoio na escolha do regime tributário mais vantajoso.

6. Integração de sistemas contábeis com ERPs e marketplaces

A digitalização dos negócios exige integração entre plataformas. Em 2026, espera-se que sistemas contábeis se comuniquem nativamente com:

  • ERPs utilizados por indústrias e varejistas;
  • Plataformas de e-commerce e marketplaces;
  • Sistemas bancários e de pagamento digital.

Isso facilita a conciliação automática, o controle do faturamento e a emissão de documentos fiscais em tempo real.

7. Novos perfis profissionais e capacitação contínua

A evolução da contabilidade exige novas competências. Em vez de focar apenas em legislação fiscal e técnicas contábeis, o profissional de 2026 precisará desenvolver:

  • Raciocínio analítico para lidar com grandes volumes de dados;
  • Domínio de ferramentas tecnológicas e plataformas digitais;
  • Habilidades de comunicação para atuar como consultor.

As tendências da contabilidade para 2026 refletem um cenário em transformação. A tecnologia está automatizando tarefas operacionais e abrindo espaço para uma atuação mais analítica, consultiva e estratégica.

Ao mesmo tempo, o novo sistema tributário, o ESG e a digitalização dos negócios exigem que o profissional contábil esteja em constante atualização.

Não se trata de prever o futuro com exatidão, mas de estar preparado para ele — com dados, ferramentas e visão ampliada do negócio.

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Escrito por
Analista de Conteúdo Pleno
Bárbara Pontelli Monteiro possui mais de 5 anos de experiência com redação SEO e escrita criativa. Tem licenciatura em Letras, bacharelado e licenciatura em História e MBA em Marketing Digital. Escreve também para a Editora Globo e tem passagens por grandes agências do mercado.
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